Trabalho Infantil Doméstico: bom para quem?

December 27, 2008 by danielle  
Filed under Notícias

Sandra Kiefer, sob a coordenação da ANDI *

Fica decretado que nenhuma menina ou adolescente brasileira menor de 18 anos terá seus dias de Gata Borralheira. Ela tem direito a já nascer Cinderela e a nunca precisar esfregar o chão na casa de parentes. Ela não vai mais se sujeitar a ser “quase da família” e a lavar um banheiro ou arrumar uma cozinha, em troca de uma cama e um prato de comida. Ela se nega a ganhar um trocado para vigiar o filho da vizinha ou para pajear primas invejosas. Ela não precisa mais ficar de olho no relógio, com medo de que sua carruagem vire abóbora e sua roupa de princesa volte a rasgar em farrapos, como num conto de fadas.

Desde 12 de setembro deste ano, está em vigor o Decreto 6.481, que proíbe que adolescentes menores de 18 anos trabalhem como domésticos. Antes do decreto, era legal a contratação – desde que registrada em carteira – de maiores de 16 anos e menores de 18 para exercerem serviços domésticos. “O decreto introduz um elemento importante ao incluir o trabalho infantil doméstico entre as piores formas de trabalho infantil. Ao fazer isso, reconhece que essa menina pobre está exposta a riscos de humilhação, abusos e maus-tratos. Antes os casos ficavam subnotificados como violência doméstica ou sexual”, afirma Isa Oliveira, secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

Dentre as 691 atividades econômicas da lista das “piores formas”, apenas o trabalho infantil doméstico chamou a atenção de parte da sociedade brasileira. “Houve uma chiadeira muito grande, tanto na classe média, que em grande parte é usuária do trabalho dessas meninas, quanto nas classes de baixa renda, que paga para a filha da vizinha olhar o bebê enquanto os pais saem para trabalhar”, compara Isa. Ela lembra que há diferenciação nos direitos trabalhistas mesmo entre as domésticas adultas que, em boa medida, trabalham sem carteira assinada no Brasil. “O agravante é que tudo o que envolve a casa é ininterrupto e elas ficam submetidas a uma jornada sem fim, sem folga, sem férias, sem descanso”, completa.

Dentre as 691 atividades econômicas da lista das “piores formas”, apenas o trabalho infantil doméstico chamou a atenção de parte da sociedade brasileira.
Para quem não consegue enxergar a realidade das gatas borralheiras no país, basta ver o caso da menina L., de 12 anos, de Goiás, encontrada pela polícia amordaçada e amarrada em um apartamento de luxo, onde residia com os patrões, de Goiânia. Outro caso que despertou a comoção nacional foi o da menina Marielma, de apenas 11 anos, que trabalhava como babá em Belém do Pará. Ela foi morta a pancadas em dezembro de 2005, na casa dos patrões Roberta Sandreli Rolim e Ronivaldo Furtado. Roberta foi condenada pela co-autoria do assassinato de Marielma e recebeu a sentença de 38 anos de prisão em regime fechado, 30 por homicídio qualificado e mais oito por manter a criança em cárcere privado.

“Para chegar ao decreto, ouvimos muitas histórias das mães dessas meninas, que também começaram a vida como domésticas. Elas falaram da humilhação de apanhar na cara, de comer restos de comida e até de casos de estupros que ficam debaixo do tapete, por ocorrerem na intimidade do lar. Ninguém fica sabendo”, alerta Elvira Cosendey, coordenadora do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Infantil de Minas Gerais. Ela informa que, mediante denúncia, será acionado o Conselho Tutelar e as partes serão chamadas a negociar. Dependendo da gravidade do caso, será instaurado inquérito contra o explorador via Ministério Amoxil Público Estadual acomplia sales ou diretamente pelo Ministério Público do Trabalho. “Como as casas são invioláveis por direito constitucional, é preciso haver uma conscientização maior da sociedade no sentido de denunciar as ocorrências de trabalho infantil doméstico. Talvez a polêmica em torno do decreto possa levar a uma reflexão das pessoas que fazem essa exploração da mão-de-obra no Brasil”, completa Elvira.

Anorexia começa na primeira infância

December 19, 2008 by danielle  
Filed under saúde

Crianças de seis anos podem vir a ser vítimas da doença.

A insatisfação com o corpo começa na infância. Um estudo feito na Austrália revela que raparigas com apenas seis anos já têm indícios de poder vir a sofrer de anorexia.

Meninas com apenas seis anos de idade dizem-se insatisfeitas com o próprio corpo e que gostariam de ser mais magras, segundo um artigo publicado na Revista Britânica de Desenvolvimento Psicológico.

Uma equipa de cientistas da Universidade de Flinders, na Austrália, entrevistou mais de 80 meninas, com idades entre cinco e os oito anos. O estudo apontou que 47 por cento delas gostariam de ser mais magras, e que a maioria das raparigas acredita no facto de que ser mais elegante as pode tornar mais populares.

A Associação Britânica de Distúrbios Alimentares já tinha alertado para a existência de casos de anorexia registados em crianças pequenas, ou seja, com menos de oito anos.

Por causa da idade das meninas entrevistadas, os cientistas investigavam se elas sabiam da relação entre a imagem corporal e o facto de ser alvos de piadas ou provocações, sem enfatizar, porém, as experiências pessoais.

As crianças também tiveram de responder a um questionário sobre acomplia weight loss pill o que acham do nível de insatisfação com o próprio corpo, entre as amigas da mesma idade, além de contar o quanto esse assunto é discutido entre elas. Os cientistas também perguntaram sobre o que sabiam sobre dietas.

Cerca de 45 por cento disse que faria dieta se engordasse, principalmente entre as crianças mais velhas do grupo. E muitas mostraram acreditar que ser magra pode torná-las mais queridas, mas muito poucas disseram conversar sobre o seu corpo com as amigas.

As meninas de cinco anos foram as que menos mostraram insatisfações com o próprio corpo. «Até ao momento, a maioria dos estudos concentravam-se na adolescência, já que essa é uma fase com mais probabilidades de insatisfação com o próprio corpo», explicou à BBC, a investigadora Hayley Dohnt, que liderou o estudo.

O que para a cientista é novo é o facto de crianças tão pequenas poderem também elas serem influenciadas pelas colegas de escola. «O maior acontecimento da vida de uma menina entre os cinco e os sete anos é a entrada na primeira classe da escola primária, altura em que começa antibiotics a insatisfação com o próprio corpo».

Para a Associação Britânica de Distúrbios Alimentares, a baixa auto-estima é um dos principais desencadeadores de anorexia, sendo provocada principalmente por imagens publicitárias, pressão das amigas e situações familiares. Mas, segundo a entidade, a fase mais crítica para o aparecimento de distúrbios alimentares é entre os 13 e 15 anos.

Fonte:
MNI-Médicos Na Internet

Mulheres que amamentam são mais inteligentes

December 19, 2008 by danielle  
Filed under aleitamento

Porque nascer faz parte de todos, mas em especial de cada um
Mulheres que amamentam são mais inteligentes

Um estudo publicado na revista médica britânica British Medical Journal defende que bebês que foram amamentados antibiotics buy online têm QI mais alto não por causa do leite materno, mas porque suas mães são mais inteligentes.

Os pesquisadores do Conselho de Pesquisa Médica e da Universidade de Edimburgo, na Escócia, chegaram a esta conclusão depois de analisar informações de mais de 5 mil crianças e 3 mil mães nos Estados Unidos, no maior estudo já feito sobre o assunto.

Segundo eles, as mulheres que decidem amamentar já têm um nível educacional mais alto e maiores chances de criar um ambiente estimulante para seus filhos.

O pesquisador que liderou o estudo, Geoff Der, afirma que desde 1929 se discute a relação entre a amamentação e o QI.

Mas em estudos anteriores, fatores como a inteligência materna, o ambiente em que o bebê foi criado e o status sócio-econômico da família não eram levados em consideração.

“Crianças que foram amamentadas fazem mais pontos em teste de inteligência, mas elas normalmente também vêm de famílias mais privilegiadas”, diz Der.

Outros fatores

Para checar as conclusões do estudo, a nova pesquisa também analisou famílias em que uma criança havia sido amamentada e outra, não.

Isso confirmou que a que havia tomado leite materno não era mais inteligente que o irmão ou irmã.

“Isso revela que a inteligência é determinada por outros fatores que não a amamentação, mas amamentar traz muitos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. É certamente a melhor coisa a se fazer”, diz o pesquisador.

Mas para Rosie Dodds, do National Childbirth Trust, na Grã-Bretanha, os resultados da pesquisa não são conclusivos.

Ela cita o exemplo de outros países, como as Filipinas, onde mulheres pobres costumam amamentar e, ainda assim, os testes de inteligência revelam uma disparidade entre bebês que tomaram o leite materno e os demais.

Dodds explica que nas Filipinas “as mulheres amamentam não porque pensam nos benefícios para o bebê, mas porque isso parece a coisa mais natural a se fazer”.

Bebês que são amamentados têm mais anticorpos contra doenças acomplia tablets e são menos suscetíveis a sofrer de diarréia, vômitos e infecções respiratórias.

Estudos anteriores já mostraram que, quando os bebês são amamentados de forma exclusiva, pelo menos nos primeiros 6 meses de vida, apresentam um crescimento melhor, sem ficar obesos demais.

Os pesquisadores também já demonstraram que o aleitamento tem um impacto benéfico nos níveis de pressão arterial e de colesterol mais tarde, o que reduz o risco de enfarte e de derrame.

BBC Brasil

Dez razões para dormir perto de seus filhos

December 19, 2008 by danielle  
Filed under saúde

Porque nascer faz parte de todos, mas em especial de cada um
Dez razões para dormir perto de seus filhos

1.

Uma família que dorme unida tira vantagem da facilidade com que um bebê pode ser amamentado, pois não é necessário buscar o bebê em outro quarto para amamentá-lo. Uma mãe que amamenta em uma “cama familiar” pode alimentar seu filho facilmente sem estar totalmente desperta e assim não deixa de obter o repouso de que necessita. Assim, dormir em família incentiva as mães a prolongarem a amamentação e todos os seus inumeráveis benefícios por mais tempo.

2.

Falhas respiratórias são normais nos primeiros meses de vida e se não forem evitadas ou cuidadas podem causar a “síndrome da morte súbita infantil” (SMSI). Pesquisas recentes sugerem que dormir acompanhado pode ajudar a evitar essa triste ocorrência de duas maneiras. Primeiro, pequisas recentes mostraram que a respiração da mãe dá importantes pistas para o filho lembrar de puxar o ar depois de uma expiração, evitando assim a ocorrência da SMSI. Segundo, mesmo que esse sistema falhe, a mãe está próxima para ajudar, acordando a criança. Uma mãe que amamenta tem com seu filho ciclos de sono e sonhos coordenados, o que a torna altamente sensível ao bebê. Se estiverem dormindo próximos, ela acorda automaticamente se houver uma falha respiratória mais longa. Mas se o bebê estiver sozinho, esta intervenção salvadora não será possível.

3.

Em geral se considera a sufocação como um risco de se dormir em família. Mas esse risco só existe em duas situações: um bebê dormindo em um colchão de água, que o impede de se erguer quando necessário, e pais muito intoxicados com álcool ou drogas para atender a criança. É evidente que uma criança que sufoque por qualquer motivo (uma fita do pijama que se enrole no pescoço, vômitos durante o sono ou crises de asma) tem muito mais facilidade em acordar seus pais se estiver dormindo perto deles do que se estiver dormindo em outro quarto.

4.

Qualquer perigo noturno é reduzido, se a criança tiver um adulto próximo. Crianças e bebês morrem em incêncios, sofrem abuso sexual de parentes em visita, caem da cama, são atacados por animais de estimação, sufocam com vômito e podem ser feridos ou morrer de vários modos que poderiam ser evitados por um pai ou uma mãe próximos.

5.

Em geral se tem a impressão errada de que dormir em família facilita o abuso sexual da criança por um dos pais. Mas a verdade é o oposto. É bem menos provável que os pais que criam profundos laços afetivos com seus filhos permanecendo próximos e disponíveis tanto de noite como de dia, tenham atitudes agressivas de qualquer tipo contra as crianças que eles amam e cuidam. Por outro lado o fato de uma criança dormir sozinha jamais foi uma boa proteção contra um pai ou uma mãe com intenção de abusar Amoxil Online sexualmente, e pode mesmo facilitar a manutenção do segredo de um dos pais.

6.

O sono em conjunto também pode evitar a agressão da criança ajudando toda a família a obter o repouso necessário, principalmente quando a criança está sendo amamentada. A criança não precisa sofrer desnecessariamente nem chorar para chamar sua mãe, e a mãe pode amamentar semi-desperta. Toda a família acorda descansada, sem os ressentimentos das noites perturbadas pelo choro do bebê. É mais fácil um pai ou uma mãe exaustos agredirem o filho do que se estiverem descansados e tiverem compartilhado o sono tranqüilo da criança durante toda a noite.

7.

O choro é um sinal que a natureza inventou para perturbar os pais, de modo que as necessidades da criança sejam atendidas. Mas o choro prolongado cria tensão para toda a família. Quanto antes as necessidades do bebê forem atendidas, mais tempo o bebê e toda a família poderão repousar, e mais energia terão no dia seguinte. Uma mãe que dorme junto do bebê pode utilizar as reações insitintivas que uma mãe tem ao primeiro soluço de seu filho, e com isso evitar a necessidade de choro forte que é tão desconfortável para o bebê quanto para os outros membros da família.

8.

Um sentimento profundo de amor e confiança costuma se desenvolver entre irmãos que dormem próximos, diminuindo a rivalidade entre os irmãos durante o dia. Irmãos que compartilham tanto a noite quanto o dia têm mais oportunidade de construir um relacionamento profundo e duradouro. Bebês e crianças que são separados de outros membros da família durante o dia (pais que trabalham, irmãos que vão à escola) podem se refazer parcialmente dessas ausências e reestabelecer vínculos emocionais importantes passando a noite juntos, além do agradável início de manhã em família que em geral não seria aproveitado em outra situação. É claro que trabalhar em casa e desescolarizar podem reduzir as separações e aprofundar os laços familiares durante o dia, assim como o dormir em conjunto faz à noite.

9.

Pesquisas sobre adultos em coma mostraram que a presença de outra pessoa no quarto melhora significativamente a freqüência e o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial. Parece razoável supor que crianças e bebês também desfrutem desses benefícios à saúde dormindo com outras pessoas no quarto.

10.

Uma criança que é igualmente cuidada de noite e de dia recebe confirmação constante de amor e apoio, em vez de precisar lidar com medo, raiva e sentimento de abandono noite após noite. Crianças que se sentiram acomplia dosage seguras dia e noite ao lado de uma mãe ou de um pai amoroso irão se tornar adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida. Como John Holt assinalou com eloqüência, ter o sentimento de amor e segurança no início da vida, em vez de “estragar com mimos” uma criança, é como “dinheiro no banco”: um fundo de confiança, auto-estima e segurança interior a que a criança pode recorrer para enfrentar os desafios da vida.

Por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project”

Riscos do Leite Artificial

December 19, 2008 by danielle  
Filed under aleitamento

Riscos do Leite Artificial

A Deco lança uma campanha importantíssima que tem por objectivo alertar os pais para os riscos do marketing alimentar infantil.

Os riscos do marketing alimentar infantil são potenciais e logo desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.

Queremos aproveitar esta oportunidade que a Deco promove para partilhar convosco uma abordagem que por norma não é feita em Portugal, e que a Drª Sofia Quintero-Romero (médica de saúde pública e especialista em alimentação infantil) partilhou com os participantes no III Encontro de Conselheiros de Amamentação que decorreu no dia 8 de Março : Os Riscos do Leite Artificial.

Assim, os Riscos do Leite Artificial são:

* Interfere na relação mãe-filho

* * Episódios mais frequentes de diarreia e infecções respiratórias
* * Maior frequência de desnutrição e de carência em micro-nutrientes
* * Maior frequência de doenças cardiovasculares
* * Maior frequência de diabetes e de tumores
* * Menor desenvolvimento cognitivo
* * Menor espaçamento entre gravidezes
* * Maior incidência de depressão pós-parto
* * Maior incidência de tumores maternos
* * O leite em pó não é um produto estéril, ao contrário dos leites artificiais líquidos
* * O leite em pó pode ser contaminado a nível industrial no processo order cheap acomplia de produção com bactérias patogénicas (até 14% de amostras testadas).

Como o Dr. Carlos Gonzalez (Pediatra espanhol e presidente da Associação Catalã Pró Aleitamento Materno) referiu no Encontro para Pais no domingo, 9 de Março, o leite artificial está em constante investigação exactamente porque está longe de ser perfeito para os bebés (”não se tem conhecimento de que nenhuma marca tenha encerrado os seus laboratórios por já terem descoberto a fórmula necessária para os bebés”) , ao contrário do leite materno. Com frequência é lançada mais uma fórmula enriquecida com algo que afinal ainda não tinha sido considerado, ou seja, até então os bebés que consumiram esses leites foram recebendo um alimento com défice de algo. Vale a pena pensar nisso antes de se introduzir um suplemento e questionar a sua real necessidade…

Num país em que o Código Internacional de Substitutos de Leite Materno ainda não é lei e somos diariamente bombardeados com anúncios a biberões, chuchas e lamentavelmente até de marcas de leite artificial), gostaríamos de desta forma alertar uma vez mais não só os pais como todos os que são responsáveis pela saúde pública a se sentirem na obrigação de se informarem e promoverem a informação e meios necessários para que todos possamos ter um papel activo na promoção de uma boa alimentação infantil e consequentemente da saúde pública, desde os primeiros dias de vida dos nossos filhos.

Talvez a Deco possa vir a ter um papel determinante nesta área do Marketing Alimentar, em conjunto com as entidades que promovem a amamentação buying online no nosso país.

BioNascimento

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