Novas formas de exploração sexual desafiam o enfrentamento da pornografia infanto-juvenil

January 28, 2009 by danielle  
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19/01/2009

Apesar dos esforços mundiais, a exploração sexual de crianças e adolescentes cresce exponencialmente. Dados do Unicef apontam para a existência de 150 milhões de meninas e mais de 70 milhões de meninos vitimados em todo o mundo. O palco dessas violações de direitos vem se ampliando a cada ano. As avenidas de beira-mar, as rodovias e os bares, apesar de ainda continuarem sendo o principal cenário para a exploração, vão abrindo espaço para as páginas da internet, os sites de relacionamento e até para as pequenas telas dos celulares. As novas tecnologias, aliadas à globalização, dificultaram ainda mais o enfrentamento aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. As fronteiras já não existem mais e a falta de integração das políticas dos países se tornou ainda mais alarmante.

O tema dominou os debates do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que ocorreu no fim de novembro no Rio de Janeiro e reuniu representantes de mais de 137 países. O encontro terminou, no entanto, sem que uma solução efetiva para as novas faces do problema fosse encontrada. Ficou no ar o desafio de desenvolver formas de controlar o ambiente virtual sem, por outro lado, desconsiderar os enormes benefícios oferecidos pelas ferramentas da rede mundial de computadores ou da telefonia móvel.

“Com o avanço das tecnologias, o que se tem observado não é um refreamento, mas, infelizmente, um avanço de outras formas de exploração sexual de crianças e adolescentes, através da cibernética e do tráfico de pessoas”, destaca Valéria Gonelli, diretora do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Novos Desafios

Os governos, inclusive o do Brasil, correm para criar ferramentas que coíbam as práticas de violação de direitos, mas a cada avanço os aliciadores e abusadores encontram novas formas de exposição e exploração de crianças e adolescentes. “Os criminosos são articulados em todo o mundo. Trabalham em rede e têm muita flexibilidade a se adaptar às novas situações. Nós demoramos a dar respostas”, analisa o representante do escritório da América Latina da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o italiano Eugenio Ambrosi.

Carmen Oliveira, subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, completa. “A exploração sexual migra. Quando conseguimos combatê-la nos hotéis, ela ocorre em flats, quando atuamos nos servidores de internet, o desafio passa a ser a telefonia móvel com as mensagens de texto e o sistema 3G”.

A principal violação, no caso das novas tecnologias, está no grande número de imagens pornográficas de crianças e adolescentes. “Ainda temos a denúncia dos pedófilos que têm mais facilidade de abusar de jovens em tempo real usando web câmeras, por exemplo”, afirma a coordenadora de projetos da ECPAT (Rede Mundial de organizações que trabalham no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes), Vimala Crispin, da Tailândia. Ela explica o ciclo: “os que consomem imagens pornográficas de crianças, estimulam a exploração porque criam mais demanda por imagens. Os criminosos compartilham informações sobre lugares onde as crianças estão vulneráveis, de forma que sejam exploradas pela internet”, observa. “Também podem escapar facilmente de serem flagrados, ao usarem vários tipos de tecnologia, como arquivos codificados, o que os ajuda a estar um passo a frente da Justiça. Esses casos representam ainda um grande desafio para nós.”

Vimala Crispin lista outro fenômeno, que teve início no Japão nos anos 1990. São adultos que usam celulares para solicitar encontros e sexo com meninos e meninas. “Também se sabe de casos assim na Tailândia, Filipinas, China, Coréia do Sul e Cingapura. Os jovens de classe média e alta se submetem à exploração em troca de dinheiro para comprar bens de consumo”, explica.

A notícia completa você encontra no site da ANDI.

Fonte: ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Aleitamento e depressão

January 28, 2009 by danielle  
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Fonte: Agência Fapesp

Aleitamento e depressão

1/10/2008Por Alex Sander AlcântaraAgência FAPESP – Uma pesquisa feita na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) indica que crianças de mães com sintomas de depressão pós-parto apresentam risco 80% maior de interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo.A pesquisa apontou ainda que no primeiro mês de vida a interrupção precoce de aleitamento materno foi cerca de 60% mais alta entre as crianças que moravam em condições ambientais insatisfatórias. O estudo foi publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, editada pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz.Entretanto, de acordo com Maria Helena Hasselmann, professora do Instituto de Nutrição da Uerj e uma das autoras do artigo, a suspeição de depressão pós-parto foi mais determinante na interrupção da amamentação do que as variáveis socioeconômicas.“Quando se analisa a escolaridade e as condições ambientais de moradia em relação à manutenção do aleitamento materno exclusivo durante os dois primeiros meses de vida, os fatores socioeconômicos não se mostraram tão importantes como os aspectos psicossociais”, disse à Agência FAPESP.De acordo com a pesquisadora, a depressão pós-parto (DPP) pode representar não somente os perfis psicológico-emocionais maternos, mas também aspectos relacionados a dificuldades em amamentar. Outra possível explicação estaria atrelada à relação que a DPP tem com os cuidados maternos e a interação mãe-filho.“Sintomas de depressão no pós-parto imediato podem levar à interrupção precoce do aleitamento em virtude de sentimentos de baixa auto-estima e auto-confiança, o que pode gerar na mãe uma percepção exagerada das dificuldades para amamentar. Isso sugere que mães com DPP podem perder a confiança em seu papel materno, deixando de perceber os benefícios da amamentação”, explicou.O estudo analisou variáveis demográficas, socioeconômicas, maternas (como número de consultas pré-natais) e condições de nascimento, entre outras. Participaram 429 crianças recém-nascidas no período de junho de 2005 a dezembro de 2006 em Unidades Básicas de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.As crianças participaram de três etapas de coleta de dados. A primeira foi feita com 20 dias ou menos após o nascimento. A segunda durante o primeiro mês de vida e a terceira no segundo mês de vida.Uma das limitações da pesquisa, segundo Maria Helena, é a adesão ao seguimento. As crianças que não prosseguiram corresponderam a 13,2% do total no primeiro mês e a 28,9% no segundo mês de vida. “Entretanto, não se observou diferença significativa na proporção de mulheres com sintomas depressivos entre aquelas que não foram acompanhadas e as que permaneceram no estudo”, afirmou.A suspeita de depressão pós-parto, principal variável exposta no estudo, foi medida usando uma versão em português da Edinburgh Post-Natal Depression Scale, aplicada diretamente junto às mães, utilizando-se cartelas para facilitar as respostas. Esse questionário é composto de dez questões, que cobrem itens como sintomas de humor, distúrbio do sono, perda do prazer, idéias de morte e suicídio, diminuição do desempenho e culpa.Apesar de todos os indícios, a professora da Uerj aponta que não é possível associar o abandono da amamentação exclusivamente à depressão pós-parto. Segundo ela, o estudo mostrou que outras características foram importantes, como as condições de moradia, se a criança nasceu prematura ou não e a existência de laços sociais. “Além disso, o trabalho indicou que a DPP aumenta a chance do desmame, mas o desmame precoce continua ocorrendo em diversas situações em que a mãe não apresenta DPP”, ponderou.Das 429 crianças, a prevalência inicial da interrupção do aleitamento materno exclusivo foi de 20,8%. Entre as 295 crianças que mantiveram o leite materno como alimentação exclusiva no primeiro mês, cerca de 33,2% apresentaram risco de interrupção. A incidência acumulada de interrupção precoce foi de 57,9% no segundo mês de vida.Os achados, segundo Maria Helena, evidenciam a importância da saúde mental materna para o sucesso do aleitamento materno exclusivo. “É importante que os profissionais de saúde que lidam com as mulheres nesse período possam ter um olhar diferenciado para a saúde mental dessas mães. Os resultados desta pesquisa poderão contribuir para o desenvolvimento de ações de promoção de saúde, tanto em relação à DPP como no incentivo à prática da amamentação exclusiva”, disse.Para ler o artigo Symptoms of postpartum depression and early interruption of exclusive breastfeeding in the first two months of life, de Maria Helena Hasselmann e outros, disponível na biblioteca.

Mãe-canguru é alternativa à incubadora

January 28, 2009 by danielle  
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Método em que o recém-nascido fica junto ao corpo da mãe, o tempo todo, é melhor para a evolução de bebês prematuros
Agência USP

A incubadora pode não ser sempre a melhor escolha para tratar bebês de baixo peso. Uma forma de tratamento alternativa é o método mãe-canguru, em que o recém-nascido fica junto da mãe o tempo todo preso com uma faixa ao corpo dela (daí o nome do método).

Na tese de doutorado da Faculdade de Medicina da USP, Modelos de assistência neonatal: comparação entre o método mãe-canguru e o método tradicional, a médica Maria Haydée Augusto Brito fez uma comparação entre as duas formas de assistência e chegou à conclusão de que o método canguru possibilita uma melhor evolução para os prematuros, apesar de o método tradicional (com uso de incubadora) ter um papel muito importante no tratamento inicial desses bebês. Ela analisou os dois modelos sob os seguintes aspectos: crescimento e desenvolvimento do bebê, forma de aleitamento e vinculação afetiva da mãe com a criança.

O estudo contou com a participação de 70 mães e seus bebês e foi realizado num hospital público terciário do Estado do Ceará. Os critérios para escolha dos casos a serem analisados na pesquisa foram: o bebê pesar menos de 1.500 gramas (g) ao nascer e alcançar estabilidade clínica no primeiro mês de vida, além da concordância da mãe em participar do estudo. Para os grupos poderem ser comparados, eles deveriam ter características semelhantes. “Um bebê que atinge esses critérios em 30 dias é diferente de um que os atinge em 40″, explica a pesquisadora.

Passada a seleção e concordância das mães em participar do estudo, Haydée chegou à fase de entrevistas com as mães. As questões abordavam a gravidez, o parto, o tipo de reanimação a que o bebê tinha sido submetido, entre outras. Ela também fazia perguntas sobre os sentimentos das mães em relação aos filhos e à situação pela qual passavam. Para não condicionar respostas, a médica iniciou as entrevistas com a mesma pergunta aos dois grupos de mães: “Como está sendo para você cuidar do seu bebê?”. A elaboração das perguntas seguintes partia das respostas dadas pelas mães, evidenciando a experiência singular de cada uma.

Mães inseguras
Nessa primeira fase do estudo, Haydée detectou nos dois grupos um sentimento de necessidade. “Na minha compreensão, a mãe de um bebê prematuro é tão paciente quanto o próprio bebê.” A pesquisadora entende que as mães de bebês prematuros se sentem inseguras, pois os médicos e enfermeiros sabem mais sobre seu recém-nascido do que elas mesmas.

Quanto ao crescimento, a médica verificou, em dados quantitativos, que os bebês submetidos ao método tradicional ganharam, por dia, em média, 19g; e os do método mãe-canguru ganharam 15g. “Ganhar mais peso não significa necessariamente ter evolução melhor.” Segundo Haydée, esses dados sozinhos não significam que o método tradicional seja melhor.

Ao avaliar os dados qualitativos ela pôde verificar isso. As crianças do método canguru se alimentavam, em média, com 75% de leite materno e 25% de leite de fórmula. Os bebês de incubadora se alimentavam, em média, com 75% de leite de fórmula e 25% materno. “As evidências científicas recomendam o leite materno mesmo que o bebê não ganhe tanto peso quanto ganharia se alimentado com fórmulas lácteas”, diz Haydée. Ela revisou estudos já publicados sobre o assunto, que avaliavam que o bebê alimentado com o leite da mãe tem melhor desenvolvimento de longo prazo.

Ainda em relação ao aleitamento materno, os dados coletados pela pesquisadora mostraram que o bebê prematuro assistido pelo método canguru tinha chance 37 vezes maior que aqueles assistidos pelo método tradicional de estar mamando no peito no momento da alta hospitalar.

Antes de os recém-nascidos terem alta, Haydée fez uma última entrevista com as mães, nos moldes da primeira. Ela avaliou que “na saída, as mães integrantes do grupo do método canguru apresentaram uma avaliação de superação das dificuldades trazidas pela condição de nascimento do bebê, enquanto as do método tradicional apresentaram, ainda, uma situação de necessidade.”

Haydée ressalta que “a assistência neonatal deve favorecer a presença materna, deve preocupar-se com o equilíbrio mental do bebê, com sua adaptação psicossocial e não só com sua saúde orgânica”. Outro aspecto importante que a médica enfatiza é que, muitas vezes, as pesquisas na área da medicina restringem-se aos dados quantitativos, mas que deveriam também levar em conta aspectos qualitativos, pois “a ciência médica não é como as outras Ciências Naturais. Tratá-la dessa forma leva-a a uma simplificação inadequada a seu objeto de estudo que é complexo, pois, afinal, a medicina estuda o ser humano.”

A tese de doutorado foi orientada por Sandra Ellero Grisi, professora da Faculdade de Medicina da USP.

Amor de Mãe

January 28, 2009 by danielle  
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O Amor da mãe pode ser traduzido
em uma palavra:
doação.
Falar desse sentimento é entender que ele
é a mais completa forma de amor.
Um amor que se doa,
coloca em primeiro plano o bem-estar,
a segurança de um outro ser.
Impossível falar de mãe
sem falar da pureza de um amor,
que diante de todo o sofrimento disse Sim: Maria.
Uma mãe que,
como tantas mães em nosso país,
olha com lágrimas nos olhos o presente
e o futuro árduo do filho.
Talvez seja por isso que a mãe Maria
se expressa em cada olhar de mãe,
em cada gesto de doação da mulher.
No rosto de uma mulher que assume
a maternidade inteiramente,
mesmo diante de tudo o que há de vir,
há a presença iluminada de um lado vivo,
mas esquecido por todos,
homens e mulheres:
O AMOR!!!!

Autor desconhecido

Amor de Mãe

January 28, 2009 by danielle  
Filed under Poesia

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

- Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã… Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse:
- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:
- Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você… a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.

Criança:
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.

Criança:
- E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus:
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.

Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus:
- Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.

Criança:
- Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.

Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.

Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada, pediu suavemente:

- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.

E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo… MÃE!
Autor desconhecido


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