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O instinto materno vem sofrendo mudanças na vida moderna, mãe é mãe e o bebê precisa dela, de seus braços, do aconchego, do seu leite, seus cuidados, sua voz. Mas mãe é mãe, sem hesitação, sem se sentir obrigada, sem ser sacrificada. A essência da maternidade é sua criatividade instintiva para estabelecer uma relação positiva com o bebê. O bebê humano, para alcançar suas amplas potencialidades, leva algum tempo para amadurecer. Para isso, ele necessita de boas condições indispensáveis e oxigenação constante e adequada e de cuidados maternos, que lhe proporcionam um bom desenvolvimento psicomotor.
O crescimento cerebral é intenso e acelerado - mas ao nascer a matéria cinzenta é incompleta, as células ainda não estão prontas. O recém- nascido é um ser indefeso e só funciona por meio da mãe, da qual não pode separar- se. O vínculo que se desnvolve entre ele e a mãe é que lhe confere o amadurecimento do sistema nervoso.
2. DIREITO A UMA BOA OXIGENAÇÃO
O bebê precisa ” aprender” a respirar - sua primeira respiração é o choro do nascimento. Depois que ele expele os líquidos do pulmão, ele começa a buscar oxigênio, ainda com a respiração superficial e rápida. O diafragma começa aprender a levar ar para os pulmões. Como é que o bebê começa a respirar? Pelo toque materno, a cada vez que é manuseado pela mãe, ele respira mais profundamente nos primeiros dias, nesse contato corpo a corpo com ela, ele vai acompanhando o ritmo de sua respiração. É por isso que ele não pode ficar ” hibernando”. Ele precisa ser tocado, manuseado. Passar a mão na cabeça, acarinha- lo, balançá- lo gentilmente, dar o peito tudo isso o ajuda a respirar melhor. Ele não precisa ficar chorando para respirar melhor - precisa é de ” maternagem “, que coloca em ação certos reflexos nervosos que lhe asseguram uma boa respiração. A oxigenação adequada é um dos fatores responsáveis pelo rápido desenvolvimento cerebral. Respirar bem é um dos principais fatores para uma boa forma física e mental para toda vida.
3. DIREITO AO COMPORTAMENTO INSTINTIVO
O bebê apresenta movimentos e reflexos involuntários, considerados ” sem propósito”, mas que têm grande influência na circulação.
Ainda no útero, os movimentos fetaisaumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro e demais tecidos do bebê.
Os ” espantos “, viradas bruscas da cabeça e do corpo têm a finalidade de expandir os capilares e levar mais sangue para os pulmões e o cérebro.
É por isso que, quando os movimentos de um bebê são tolhidos por luvas e macacões constritores par impedir a sucção dos dedos, provoca reações de pânico como se a respiração estivesse faltando. É evidente que a livre movimentação dos músculos é necessária para saúde e bem- estar do bebê.
Os bebês não pensam para agir - seu comportamento é todo instintivo, com reação aos estímulos e toques que determinam o estabelecimento do princípio do prazer- dor- prazer e servem ao sentimento de ter um self.
Enquanto seu amadurecimento não acontece, a mãe tem que pensar por ele, mas com a devida sabedoria para que não se aplique em tornar mais inútil a tarefa deexigir dele níveis mais altos de compreensão.
Mesmo pessoas inteligentes caem na cilada de deixar o bebê chorando ” para aprender”- e mesmo esperar o alimento!
As necessidades do bebê exigem atendimento rápido - somente pelo segundo ano a criança estará pronta para aprender o que lhe convém.
Bebês entregues a si mesmos desenvolvem atitudes autistas de desamparo e sucção deseperada dos dedos.
Há mães que rejeitam os comportamentos preventivos dos bebês, cujas características são exclusivamente biológicas, ligadas a sucção e eliminação do alimento e à respiração, enquanto cérebro desenvolve o bebê cresce. Posturas rígidas, horários certos e controle de fraldas nessa idade precoce são modos ridículos de afrontar a natureza.
4. DIREITO AO SONO
Nos primeiros três meses, o bebê não tem o sono naturalizado - fica numa espécie de torpor enquanto certas funções inernas se organizam.
O sono profundo e regular só acontece pelo fim do terceiro mês. Até lá, o bebê deve ser tirado do seu torpor a intervalos frequentes e levado ao seio. Essas medidas são altamente positivas quanto à oxigenação do cérebro, que se ativa a cada movimentação do corpo e a cada mamada. Tentar ” ensinar” o controle de fraldas precocemente a um bebê é uma atitude rídicula que afronta a natureza.
Deve- se também lembrar que a finalidade de embalar e ninar o bebê lhe confere estímulos sensoriais necessários ao tônus muscular quando se canta ( acalanto).
O sentido biológico do acalanto é que o cérebro está “dormindo sossegado” e que a mamãe está cuidando do soninho.
5. SENTIR E SER TOCADO
A reação dos bebês ao comportamento corporal traduz- se em crises de choro, hábito desesperado de chupar os dedos, outros regurgitam ou entram em estado de inanição ou até em choque.
Quanto mais tiver seus movimentos tolhidos ou se estiver sofrendo de asfixia neonatal, mais seu desenvolvimento se tornará negativo. Os impulsos funcionais são inicialmente muito difusos para se organizarem, precisam de toque e satisfação oral.
O choro nas primeiras semanas tem a finalidade de exercitar a respiração, mas, subsequentemente, se o bebê não é confortado e acalantado, o choro pode persistir como hábito. Além disso, o bebê pode passar a bater a cabeça no berço ou assumir ares de alheamento com o olhar vago e perdido, adquirir hábitos auto- críticos ou retardar a fala.
Quando o vínculo mãe- filho é completo, o desenvolvimento manual flui de maneira integrada. Quem quiser conferir a diferença, é só observar crianças neglignciadas e criadas sem mãe.
6. DIREITO DE TER UM PAi
Embora o papel da mãe junto ao bebê ocupe o primeiro plano, usa cialis o papel do pai não pode ser negligenciado, sob pena de deixar um vácuo na criança. Para ela, uma das experiência mais fortes é sentir que há dois tipos de pessoas no mundo, diferentes nas qualidades e na aparência, e que são complementares e a cujos cuidados o bebê tem direito.
A presença paterna, mesmo que somente por uma hora pela manhã e/ ou a noite, contribui mensuravelmente para o bem- estar da criança e reduz o apego exagerado à mãe, estabelecendo o papel de terceira pessoa na relação exclusiva.
Esse cuidado começa no acompanhamento obstétrico e continua com o pai ajudando a cuidar do bebê.
O vínculo entre seus pais fortalece o tônus emocinal dos bebês, eles não “pensam”, sentem!
Crianças tristonhas, ou com retardo motor ou da fala se beneficiam com a presença do pai e em poder brincar com ele.
7. Cheap Viagra pills DIREITO AO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
A expressão das emoções começa por volta do quarto mês - os olhos do bebê focam- se na mãe, ele sorri em sua presença, todo seu sistema motor se mobiliza em antecipação.
Se a mãe desaparece de repente ou fica pouco com ele, ele chora. Além de ser sua fonte de toque e conforto, de estimular sua respiração e lhe dar alimento, ela se torna o “abre-te, Sésamo” para sentimentos de bem- estar e satisfação, ou de tensão e desapontamento.
Seus olhos e ouvidos aguçam- se como receptores, e ele se torna capaz de receber o estímulo emocional da presença da mãe e / ou do pai.
O que mais impressiona são a presença e a voz da mãe, assim ele se alimenta e dorme em seguida, confortavelmente satisfeito com a certeza de ter a mãe ao lado.
A partir dos seis meses, quando está mais apto a sentar e buscar objetos, ele tolera melhor breves períodos de ficar sozinho, sem se sentir abandonado, como também ligar- se a outras figuras da casa.
Desconheendo isso, mesmo mães preparadas, não se dão conta da fase emocional do bebê. Geralmente, ela tem que voltar ao trabalho no terceiro ou quarto mês sem ter tomado providências sobre sua substituta - seja a mãe uma doméstica, uma artista ou uma executiva.
Isso as leva a racear um vínculo muito forte e a ” manha”, mas é justamente o calor do vínculo que vai possibilitar ao bebê aceitar bem a separação. O conceito espartano de deixar o bebê se virar não cabe nessa idade.
As crises de birra não podem ser vistas simplesmente como “gênio forte”, mas são manifestações de hiperextensão necessárias ao estabelecimento do tônus muscular que vai permitir ao bebê sentar- se e andar, isso fica evidente quando esperneia, sinalizando que os músculos querem agir.
E o medo? Há dois tipos de medo: a ansiedade inata ( angústia de nascer) e o medo dirigido àquilo que seja ameaçador ao corpo, principalmente a perda da mãe - esse desconforto se associa as suas necessidades biológicas, fome, dificuldade para respirar e solidão.
Outro dos primeiros medos é o medo do escuro, que o priva de ver a mãe e do estímulo positivo que a luz oferece. O escuro aumenta o sentimento de solidão. Ele só se assusta com barulhos e desconfortos corporais.
Uma mãe substituta pode, progressivamente, captar o olhar do bebê e seu sorriso lhe dirá que ele a reconhece.
As emoções são parte do nosso equipamento existencial e tem valor de sobrevivência. São elas que nos permitem amar, lutar ou fugir - ou pelo menos pensar.
Dra. Relva
Do livro PEDIATRIA RADICAL


Raquel Poltronieri' on Sat, 8th Aug 2009 10:55 pm
Como vou ser mãe de primeira viagem achei interesante.
Gostei de mais.