CARTA DE UMA MÉDICA PEDIATRA AO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO (PRECISA SER DIVULGADA)

May 29, 2009 by danielle  
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Carta da Dra. MARIA ISABEL LEPSCH AO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO - SERGIO CABRAL - LEIA E DIVULGUE

Sabe, governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes.
Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada com as canalhices que estão acontecendo.
Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha também.
Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho tive a oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual.
Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolas emergenciais em troca de leitos da dengue.
Parece-me que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos Zona Sul …
Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneração em troca de aprendizado.
Ao final do curso nova seleção, agora para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo. Sempre fui doutrinada a fazer o máximo com o mínimo.
Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor..
No início da década de noventa fui aprovada num concurso para ser médica da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro’. A melhor decisão da minha vida, da qual hoje mais do que nunca não me arrependo, foi abandonar este cargo.
Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro. Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho.

Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema de saúde ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração.
Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com convicção. Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.

É um deboche numa cidade como o Rio de Janeiro, num estado como o nosso assistir políticos como o senhor discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de lenga-lenga para salvar vidas. Que vidas, senhor governador ? Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!!
Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico ?
Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problema somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar a triste realidade do médico da SES para tentar resolver emergencialmente a omissão de anos.
A mídia planta terrorismo no coração das mães que desesperadas correm a qualquer sintoma inespecífico para as urgências..
Não há pediatra neste momento que não esteja sobrecarregado. Mesmo na medicina privada há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. Todos em pânico.
E aí vem o senhor com a história do lenga-lenga.
Acorde governador ! Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão.
Faça a mudança. Execute.

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“Lenga-lenga” é não mudar os hospitais e os salários.
Quem sabe o senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho para cuidar de um filho doente. Venha preparado porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico.
Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo.
A responsabilidade é sua, governador.
Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?

Dra. Ma. Isabel Lepsch
ICARAÍ Rua Miguel de Frias 51 sala 303 Tel: 2704-4104/9986- 2514
NITERÓI Av. Amaral Peixoto 60 sala 316 Tel: 2613-2248/2704- 4104/9982- 8995
SÃO GONÇALO Rua Dr. Francisco Portela 2385 – Parada 40 – Tel: 2605-0193/3713- 0879

Dr. Luiz Nunes de Araújo
Medico do Trabalho
fones: (92) 9114 5874
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2129 9004
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dr.lna@unimedmanaus .com.br

POEMA PARA O DIA DAS MÃES

May 3, 2009 by danielle  
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De Elisa Lucinda

Choram meus filhos pela casa
fraldas colos fanfarras
Meus filhos choram querendo talvez meu peito
ou talvez o mesmo único leito que reservei pra mim
Assim aprendi a doar
com o pranto deles
Na marra aprendi a dar mundo a quem do mundo é
A quem ao mundo pertence e de quem sou mera babá
Um dia serei irremediavelmente defasada, demodê
Meus filhos berram meu nome função
querendo pão, ternura, verdade e ainda possibilidade de ilusão
Meus filhos cometem travessuras sábias
no tapa bumerangue da malcriação
Eu que por eles explodi buceta afora afeto adentro
ingiro sozinha o ouro excremento desta generosidade
Aprendo que não valho nada em mim
Que criar pessoa é criar futuro
não há portanto recompensa, indenização
mesquinhas voltas, efêmeros trocos.
Choram pela casa e eu ouço sem ouvidos
porque meus sentidos vivem agora sob a égide da alma

Chupetas punhetas guitarras
meus filhos babam conhecimentos da nova era
no chão de minha casa.
Essa deve ser minha felicidade.
Aprendo a dar meu eu, aquilo que não tem cópia
tampouco similar
E o tempo, esse cuidadoso alfaiate, não me conta nada
Assíduo guardador dos nossos melhores segredos
sabe o enredo da estória
Vai soprando tudo aos poucos e muito aos pouquinhos
Faz eu lembrar que meu pai também já foi pequenininho
Que só por ele ter podido ser meu ontem
Só por ele ter fodido com desesperado desejo minha mãe
um dia eu existi.

Choram meus filhos pela Nasa onde passeamos planetas e reveses
Eu escuto seus computadores, eu limpo suas fezes
faço compressas pra febre, afirmo que quero morrer antes deles
assino um documento onde aceito de bom grado
lhes ter sido a mala o malote a estrela guia
Um dia eles amarão com a mesma grandeza que eu
uma pessoa que não pode ser eu
Serão seus filhos suas mulheres seus homens
Eu serei aquela que receberá sua escassa visita
Não serei a preferida.

Serei a quem se agradece displicente
pelo adianto, pela carona
de poderem ter sido humanidade.
Choram meus filhos pela casa
Eu sou a recessiva bússola
a cegonha a garça
com um único presente na mão:
Saber que o amor só é amor quando é troca
E a troca só tem graça quando é de graça.

WABA lança o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno para o 2009

April 13, 2009 by danielle  
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Amamentação: uma resposta vital em situações de emergências.
Estamos preparados?

O que é uma situação de emergência?

Uma emergência é uma situação extraordinária que coloca em risco a saúde e a sobrevivência da população, podendo ser provocada ou natural; a exemplo de uma diarréia, doenças respiratórias, desnutrição, entre outras.

Por que a WABA escolheu este tema?

Porque em situações de emergências como diarréia, doenças respiratórias e desnutrição, as crianças são as mais vulneráveis, possibilitando aumentar a mortalidade infantil em 2 a 70 vezes acima da média.

A amamentação salva vidas, sua proteção é grande para os lactentes e crianças até 2 anos de idade. Os bebês menores de 2 meses de idade, mesmo estando saudáveis, quando não amamentados, tem 6 vezes mais probabilidade de morrer.

As emergências como diarréia, doenças respiratórias, desnutrição e outras, fazem com que a mulher-mãe fique mais vulnerável para não amamentar. O que requer um esforço maior dos profissionais para apoio à continuidade ou restabelecimento da amamentação.

O apoio a amamentação deve ser reforçado em todos os momentos, preparando a mulher-mãe para as eventuais situações de emergência.

Objetivos da WABA para a SMAM 2009

Chamar a atenção no mundo todo para a importância da amamentação nas situações de emergência.

Ressaltar a importância de uma proteção ativa e apoio ao aleitamento materno antes e durante situações de emergência.

Informar mulheres-mães, defensores da amamentação, comunidades, profissionais de saúde, governos, agências humanitárias e os meios de comunicação sobre como atuar ativamente na proteção e apoio ao aleitamento materno, antes e durante situações de emergência.

Saiba mais no site da WABA

DIGA NÃO AO ABUSO E A VIOLÊNCIA INFANTIL

March 26, 2009 by danielle  
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Praticar violência contra uma criança é crime. E para isto existe uma legislação específica – O Estatuto da Criança e do Adolescente –que está aí para determinar a punição. No Brasil é caso de polícia.
• Só para se ter uma idéia da gravidade da questão, é bom lembrar que todos os dias mais de 18 mil crianças são espancadas no país, segundo dados da UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância. Segundo a UNICEF, as mais afetadas são meninas entre sete e 14 anos.

• No Brasil, onde existe uma população de quase 67 milhões de crianças de até 14 anos, são registrados por ano 500 mil casos de violência doméstica de diferentes tipos. Em 70% dos casos os agressores são pais biológicos.

A violência contra a criança é crescente, mas nem sempre ocorre na forma de abuso sexual, tema que vem sendo amplamente discutido. Levantamento inédito do Núcleo de Atenção a Criança Vítima de Violência, da Universidade do Rio de Janeiro(UFRJ) mostra, com base de dados coletados de 1996 a Junho deste ano, que:

• 29,1% de meninos e meninas são vítimas de abuso físico.
• A violência sexual aparece em segundo lugar – 28,9%
• 25,7% sofreram negligência
• 16,3% abuso psicológico

Atitudes de pessoas responsáveis que desejam proteger as crianças:

RECONHECER O COMPORTAMENTO ABUSIVO

O abuso de crianças diz respeito a um ato cometido por um pai, responsável ou pessoa em posição de confiança (mesmo que não cuide da criança no dia-a-dia), ato que não seja acidental e que prejudique ou ameace prejudicar a saúde física ou mental e o bem-estar da criança. Há quatro tipos básicos de abuso no caso de crianças:

O abuso físico ocorre quando um adulto machuca uma criança fisicamente, sem ter havido um acidente. Inclui comportamentos como:

  • Agredir
  • Sacudir ou dar palmadas
  • Queimar ou escaldar
  • Chutar
  • Sufocar

A negligência consiste em maus tratos ou negligência que prejudique a saúde, o bem-estar ou a segurança de uma criança. Pode incluir negligência física, emocional ou educacional através de atos como:

  • Abandono
  • Recusa em buscar tratamento para uma doença
  • Supervisão inadequada
  • Riscos à saúde dentro de casa
  • Indiferença para com a necessidade que a criança tem de contato, elogio e estímulo intelectual
  • Nutrição emocional inadequada
  • Recusa em procurar escola para a criança
  • Sonegação de alimentos
O abuso emocional afeta profundamente a auto-estima da criança, submetendo-a a agressão verbal ou crueldade emocional. Nem sempre envolve feridas visíveis. Pode incluir situações como:

  • Confinamento estrito, como num guarda-roupa
  • Educação inadequada
  • Disciplina exagerada
  • Permissão consciente para ingerir álcool ou drogas
  • Ridículo

O abuso sexual envolve contato sexual entre uma criança ou adolescente e um adulto ou pessoa significativamente mais velha e poderosa. As crianças, pelo seu estágio de desenvolvimento, não são capazes de entender o contato sexual ou resistir a ele, e podem ser psicológica ou socialmente dependentes do ofensor.
O abuso sexual abrange qualquer toque ou carícia imprópria, incluindo comportamentos como incesto, molestamento, estupro, contato oral-genital e carícia nos seios e genitais. Além do contato sexual, a violência pode incluir outros comportamentos abusivos como estimular verbalmente de modo impróprio uma criança ou adolescente, fotografar uma criança ou adolescente de modo pornográfico ou mostrar-lhe esse tipo de fotos, expor uma criança ou adolescente à pornografia ou atividade sexual de adultos.

USAR DEVIDAMENTE AS OPORTUNIDADES DE ENSINAR AS CRIANÇAS

  • Ninguém tem o direito de tocar as partes íntimas do seu corpo ou fazer com que não se sintam à vontade com o que se diz de seu corpo ou o de outra pessoa. As crianças têm o direito de dizer um audível e enfático Não até mesmo a parentes e amigos que fizerem isso.
  • Os adultos não devem pedir que as crianças guardem segredo daquilo que fazem juntos. Se alguém pedir que a criança guarde esse tipo de segredo, ela deve contar a seus pais, à professora ou outro adulto, imediatamente. Pelo menos a metade de todos os casos de abuso sexual de crianças ocorre dentro da família.
  • Não devem permitir que alguém tire fotografias delas, parcial ou totalmente despidas. Se alguém sugere fazer isso ou lhes mostrar fotos de outras crianças nessa situação, devem relatar o incidente aos pais, à professora ou a outro adulto, imediatamente.
  • As crianças devem relatar aos pais, à professora ou a um adulto se alguém faz comentários tolos sobre sexo, mostra figuras pornográficas ou faz gestos obscenos (ou algum gesto que elas não entendam).
  • As crianças também devem contar se alguém lhes oferece presentes ou dinheiro.
  • Nunca devem abrir a porta para alguém, se estiverem sozinhas em casa.
  • Nunca devem dizer a alguém pelo telefone que estão sozinhas em casa. Tampouco devem responder perguntas.
  • Nunca devem entrar na casa ou no carro de alguém sem prévia autorização verbal dos pais. Não é seguro ou apropriado que os pais transmitam essa permissão através de outro adulto.
  • Não devem sentir-se responsáveis por ajudar adultos estranhos a procurar um endereço, bicho de estimação, etc. É impróprio que os adultos procurem esse tipo de ajuda com as crianças.
  • As crianças devem saber como usar o telefone numa emergência. Devem saber o número do telefone de sua casa e como usar os números de emergência. Devem ser ensinadas a acessar um operador em telefone público se não tiverem cartão.
  • Toda criança deve conhecer as três regras de “segurança e sobrevivência” para a prevenção do abuso:
    Dizer NÃO!
    Afastar-se imediatamente!
    Contar a alguém!

RECONHECER POSSÍVEIS INDÍCIOS DE ABUSO CONTRA CRIANÇA

Os possíveis indicadores de abuso mencionados abaixo não constituem necessariamente prova de que uma criança esteja sendo abusada ou negligenciada. Devem servir como sinais de alerta no sentido de se observar a situação e procurar ajuda para saber se a criança precisa ou não de ajuda. Confie nos seus instintos se achar que uma família ou pessoa está em apuros.

Alguns possíveis indícios são:

Conduta da criança

  • Comportamento autodestrutivo ou agressivo
  • Fraturas, feridas, contusões inexplicadas ou explicações improváveis para o estágio de desenvolvimento da criança
  • Depressão, passividade
  • Comportamento hiperativo ou demolidor
  • Conduta sexualizada ou conhecimento precoce de comportamento sexual explícito; pseudo-maturidade
  • Fugas, conduta promíscua
  • Uso de álcool ou drogas, desordem alimentar
  • Isolamento da criança em relação à família
  • Expectativas exageradas dos pais

Conduta dos pais

  • A raiva contra a criança parece desproporcional ao seu comportamento
  • Atitude negativa consigo mesmos ou com a criança
  • Atitude defensiva em relação com o tratamento rude que eles mesmos tiveram quando crianças

OUVIR A CRIANÇA E ACREDITAR NELA

As crianças raramente inventam histórias sobre abuso. Simplesmente não têm ainda o vocabulário ou a experiência para inventar essas histórias. O relato que uma criança faz sobre um comportamento que as deixa desconfortáveis é sempre digno de cuidadosa atenção.

AGIR DIANTE DA SUSPEITA DE ABUSO

  • Dar os passos necessários para proteger a criança de futuros abusos. Um passo importante para garantir essa proteção é relatar o fato às autoridades.
  • Fazer cessar a violência do agressor. Entrar em contato com a polícia é um passo útil para colocar o agressor no seu lugar e conscientizá-lo da responsabilidade por seus atos.
  • Fazer o contato entre a família e os serviços de apoio profissional disponíveis.
  • Reconstruir o relacionamento familiar onde o arrependimento e a mudança de conduta abrirem caminho para o perdão e a reconciliação.
  • Ajudar a família a lamentar a perda de relacionamentos importantes quando a reconciliação não for possível.

ENVOLVER PROFISSIONAIS QUE PODEM AJUDAR

Em muitas partes do mundo, pessoas em posição de poder ajudar – professores, médicos, conselheiros, policiais, assistentes sociais e outros da área da saúde – são legalmente obrigados a relatar uma suspeita de abuso ou negligência a uma autoridade que cuide dos direitos da criança. O comportamento abusivo dos agressores geralmente aumenta com o passar do tempo, se não for impedido. O envolvimento de um amplo círculo de profissionais quando se trata de um caso suspeito de abuso contra crianças resulta numa intervenção efetiva para o agressor, além de ajudar a vítima. O arrependimento, a conversão, a oração e o aconselhamento espiritual podem ajudar o agressor, mas a intervenção profissional é mais eficaz em fazer com que ele se sinta responsável por seus atos e cesse a conduta abusiva.

Denuncie

Quem suspeita de que uma criança esteja sofrendo agressão de qualquer forma deve encaminhar a denúncia para o Conselho Tutelar ou para o Ministério Público de sua cidade o mais rápido possível. Se ficar provado que a criança é vítima de maus tratos, o agressor será punido, e a guarda da criança passará a ser do parente mais próximo.

No caso de maus tratos, a pena varia de dois meses a um ano. Se a agressão resultar em lesão corporal de natureza grave, a pessoa pode pegar de 1 a 4 anos. Já no caso de morte, o agressor pode ser condenado de 4 a 12 anos.

DENUNCIANDO AO CONSELHO TUTELAR

Clique AQUI e consulte o endereço do Conselho Tutelar de sua cidade.

O Conselho Tutelar é o órgão responsável em fiscalizar se os direitos previstos no Conselho Tutelar trabalham cinco Conselheiros, escolhidos pela comunidade para um mandato de 3 anos, que são os principais responsáveis para fazer valer esses direitos e dar os encaminhamentos necessários para a solução dos problemas referentes à infância e adolescência.

Podem ser encaminhados para o Conselho Tutelar casos de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão que tenham como vítimas crianças ou adolescentes.

Ao receber denúncia de que alguma criança ou adolescentes está tendo seu direto violado, o Conselho Tutelar passa a acompanhar o caso para definir a melhor forma de resolver o problema.

Por exemplo, se os pais de uma criança ou adolescente não encontram vagas para seus filhos na escola, ou ainda, se a criança ou adolescente estiver precisando de algum tratamento de saúde e não for atendido, o Conselho Tutelar pode ser procurado. Nesses casos, o Conselho tem o poder de requisitar que os serviços públicos atendam a essas necessidades. Requisitar, aqui, não é mera solicitação, mas é a determinação para que o serviço público execute o atendimento.

Casos as requisições não sejam cumpridas, o Conselho Tutelar encaminhará o caso ao Ministério Público para que sejam tomadas as providências jurídicas.

AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO CONSELHO TUTELAR SÃO:

  • receber a comunicação dos casos de suspeita ou confirmação de maus tratos e determinar as medidas de proteção necessárias;
  • determinar matricula e freqüência obrigatória em estabelecimento oficial de ensino fundamental, garantido assim que crianças e adolescentes tenham acesso à escola;
  • requisitar certidões de nascimento e óbito de crianças ou adolescentes, quando necessário;
  • atender e aconselhar pais ou responsáveis, aplicando medidas de encaminhamento a: programas de promoção à família, tratamento psicológico ou psiquiátrico, tratamento de dependência química;
  • orientar pais ou responsáveis para que cumpram a obrigação de matricularem seus filhos no ensino fundamental, acompanhando sua freqüência e aproveitamento escolar;
  • requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança;
  • encaminhar ao Ministério Público as infrações contra os direitos de crianças e adolescentes.

FONTE: CAMPANHA QUEBRANDO O SILÊNCIO E SITE NEV CIDADÃO

O EXAGERO DAS FESTAS INFANTIS

March 17, 2009 by danielle  
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A tia faz o bolo. Os docinhos ficam por conta da avó. Os homens da casa se responsabilizam pelas bebidas, enquanto a dona da casa, pelos salgadinhos. Ah, sim, e as bolas? Bem, é só chamar a garotada e tudo fica pronto para a hora da festa. Som ligado, comida e bebida. Pronto: agora é só deixar a criançada se reunir e brincar à vontade.

Aniversário assim é coisa do passado, de álbum de família. Hoje, na maioria das grandes cidades brasileiras, festa infantil é sinônimo de espetáculo, com uma programação variada e extensa e que se adequa aos diferentes gostos e bolsos. Não é preciso se preocupar com nada. Há uma infinidade de empresas especializadas e prontas para oferecer a festa idealizada pelas crianças (e pelos pais também!).

À disposição da garotada um mundo de diversões, atividades e brinquedos (dos mais simples aos eletrônicos e computadorizados). Um mundo de sonho, no qual os personagens dos desenhos animados ganham vida – ao vivo e a cores – para espanto, admiração e alegria das crianças. Foi-se o tempo que os personagens se contentavam em aparecer apenas nos copos, pratos, guardanapos, chapéus ou no grande painel da mesa do bolo.

Promovidas em espaços criados e reservados única e exclusivamente para celebrar aniversários, as festas se transformaram numa grande mega produção.

Dependendo do que é acertado com os animadores, são quatro ou cinco horas de entretenimento ininterrupto. Na pauta do dia: teatrinho, karaokê, mágico, palhaço, book eletrônico, tatuagem, cabeleleiro infantil, balé, quizz, gincana, danças…

Isso sem esquecer, é claro, dos flashes e das câmeras das filmadoras e dos celulares, atentos a cada reação das crianças. Tudo perfeitamente registrado e documentado em áudio e imagem, que logo se transforma num DVD, distribuído para os familiares e amigos.

“Acho que as festas perderam a ludicidade de antigamente. Parece que hoje tudo ficou padronizado e robotizado. Não há mais a diversão pela diversão entre as próprias crianças, o que caracterizava os aniversários de anos atrás”, reflete Vinícius Messias Ramos, consultor de novos negócios do Portal Festas (www.portalfestas.com.br), especializado em festas infantis.

Alessandra Sauberman, mãe de David e Leonardo - 2 e 6 anos, respectivamente -, faz coro e diz que as festas de hoje não possuem mais criatividade, só atividade. “Nos aniversários de 3 a 6 anos, as crianças participam de uma programação extensa, uma atrás da outra. A idéia parece que é exaurir os convidados e não apenas entretê-los”, afirma.

Em artigo publicado na Revista Veja (23/02/2005), a escritora Lya Luft disse que festa infantil deve ser um tormento constante para as crianças. “Recreacionistas podem ser um alívio quando os pequenos formam um mar de mini-tsunamis incontroláveis. Mas me fica a idéia de que ninguém mais sabe brincar ao natural. Música dirigida, brincadeiras dirigidas…”

No artigo Festa infantil como instrumento de comunicação e socialização, apresentado no XXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Cássia Guerreiro Grava afirma que a contratação de animadores acontece devido a alguns fatores, como falta de tempo ou criatividade do contratante, modismo e desejo de auto-afirmação econômica e social.

Ainda de acordo com Cássia, o que mais importa para as crianças, na verdade, é o tema da festa, os brinquedos, os balões e a presença dos seus amigos preferidos. “Os detalhes da festa são atrativos para os adultos, no sentido em que mostram aos convidados seu poder social e econômico”.

Outras possibilidades

Os pais deveriam se perguntar para que servem essas megafestas. A quem interessa? Qual é o sentido? A orientação é da psicóloga e psicanalista Maria Elisabeth Capistrano do Amaral.

Segundo Elisabeth, nestas festas não há espaço para trocas entre as crianças. “São festas narcisistas ou como dizem hoje em dia, festas de celebridades, nas quais a rainha ou o rei é o aniversariante e os convidados, a platéia”, analisa.

Para a psicóloga, tudo o que é pronto não tem criação, não tem portanto sujeito. “As crianças são objetos. Isso torna esses momentos efêmeros e momentâneos”, afirma.

Na opinião de Elisabeth, reunir e comemorar o aniversário das crianças na praia ou no Jardim Botânico são alternativas muito bem-vindas neste cenário padronizado. “Acredito que a celebração da vida pode e deve ser mais criativa”, aposta.

O bolso é o limite

Uma festa infantil nos moldes do século XXI pode sair por R$ 1500. “Mas é a média. Já soube de festas infantis que alcançaram a casa dos R$ 50 mil”, avisa Vinícius Messias Ramos, consultor de novos negócios do Portal Festas, especializado em festas infantis.

O limite é o bolso. Tudo pode ser feito e produzido para transformar o sonho da criança (e dos pais) em realidade. Se a festa é sobre animais ou circo, por que não trazer animais de verdade? Na entrada, por exemplo, dando as boas-vindas, o elefante. No meio da festa, cobras e macacos ou então pôneis. Não acredita? “Sim, isso acontece. A imaginação e o bolso permitem tudo”, afirma Vinícius.

Das páginas das histórias em quadrinhos ou da tela da televisão, ao vivo e a cores, os personagens aparecem de corpo e alma. Cantam, dançam e brincam. Não há limite.

FONTE: MARCUS TAVARES EM SITE RIO MÍDIA

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