A convivência entre crianças e animais

November 25, 2008 by danielle  
Filed under saúde

Implorar por ter um animal de estimação é comum durante a infância. Em alguns casos, as crianças já nascem num ambiente de cachorros, gatos, peixes, tartarugas, coelhos e uma porção de espécies. Em outros, elas lutam contra a vontade dos pais para ganharem uma companhia. E muitas vezes acabam vencendo pelo cansaço.

A combinação entre crianças e bichos é quase perfeita. Estudos mostram que viver com eles promove a saúde física, diminui a solidão, a depressão e a ansiedade. Por conta dessa afirmação, foram criadas instituições como “Cão-terapeuta”, “Amigo Bicho”, entre outras, que fazem sucesso no Brasil, ao utilizar animais de estimação com finalidades terapêuticas em seres humanos.

Conviver com um cãozinho, por exemplo, significa ajudar na formação e no comportamento das crianças, como explica o veterinário Marcelo Hernandes: “Elas aprendem que em troca do carinho, terão uma companhia gostosa para brincar, além disso, se sentem tutoras dos bichinhos, o que é muito bom, porque essa condição traz o senso de responsabilidade, de auxiliar na criação, limpar a sujeira e fiscalizar as vacinas”.

É preciso tomar alguns cuidados quando se decide adotar um bicho. Em primeiro lugar, os pais devem optar pelos animaizinhos mais dóceis e alertar ao dono na hora da compra que a intenção é levá-los para viver com crianças. Isso deve acontecer principalmente no caso de gatos e cães. Cabe aos pais, dali em diante, acompanhar a relação entre o filho e o animal, para ensinar como tratá-lo, quem é ele e quais as necessidades para que se mantenha vivo. O veterinário alerta que a higiene é fundamental seja lá qual for o bichinho escolhido.

Mas, tudo tem os dois lados. Para a infelicidade de algumas crianças, existe uma contra-indicação importante nessa história: os animais não são aconselhados pelos especialistas para quem tem tendência a ter alergia.

A médica alergologista Rosana Câmara Agondi explica que os animais desencadeiam nas pessoas, a alergia respiratória, conhecida como rinite ou asma. Ela é causada por proteínas, que vivem na saliva e na pele do animal. “Os seres humanos podem ter alguma sensibilidade contra essas substâncias”.

A alergia pode ser tratada e evitada com novos tratamentos desenvolvidos pela medicina moderna, porém, manter um animal dentro de casa atrapalha na cura dessa inflamação. A doutora aconselha aos pais a darem um peixinho ou uma tartaruga se os pequenos insistirem, mas que gatos, cachorros, pássaros e ramisters não são recomendáveis mesmo. “Quem tiver dúvida, deve consultar um médico”.

Para quem não tem problemas com alergia, ela apenas alerta sobre alguns cuidados básicos: evitar que bichos durmam com crianças, que deitem nas camas, sofás, carpete.. Além disso, se a família mora com um amigo de outra espécie, não pode esquecer de ferver a roupa de cama e dar banho nos animaizinhos pelo menos uma vez por semana.

O fato é que as crianças vão continuar querendo e os pais que sempre desejam o melhor aos seus filhos, terão que repensar na hora de presenteá-los com um bicho de estimação. O cotidiano, os planos do dia-a-dia, as viagens, o carro, a vida, tudo muda! Basta saber se a família está aberta a receber essas

modificações em troca da companhia desses incomparáveis amigos.

Autora: Natália Marques - Site Guia da Semana

Amamentação garante saúde ao bebê e à mãe

November 22, 2008 by danielle  
Filed under aleitamento

ãe

Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem outro tipo de alimento. Se todos os bebês fossem exclusivamente amamentados durante os seis primeiros meses de vida, aproximadamente 1,3 milhão de crianças teriam sua vida salva a cada ano, enquanto a saúde e o desenvolvimento de outros milhares apresentariam significativa melhora.

Utilizar substitutos do leite materno como fórmulas infantis ou leite de outros animais, pode ser um grande risco para a saúde do bebê. Isso ocorre principalmente quando os pais não podem comprar os substitutos na quantidade necessária ou quando a água que utilizam para preparar o alimento não é limpa o suficiente.

Quase todas as mães conseguem amamentar com sucesso. Aquelas que não possuem confiança para amamentar precisam do estímulo e do apoio prático do pai da criança, bem como da família e dos amigos. Agentes de saúde, organizações femininas, a mídia e os empregadores também podem oferecer o seu apoio.

Todos devem ter acesso às informações sobre os benefícios do aleitamento materno. É obrigação de cada governo fazer com que as pessoas tenham acesso a essas informações.

O que todas as famílias e comunidades devem saber sobre aleitamento materno:

O leite materno é o único alimento de que um bebê precisa durante os seus seis primeiros meses de vida. Nenhum outro alimento, nem mesmo água, é necessário durante esse período.

Existe o risco da mulher que tem HIV passar o vírus para seu bebê durante a amamentação. Mulheres que vivem com HIV/Aids, ou que suspeitem ter o vírus, devem procurar auxílio médico para ser testadas, aconselhadas e orientadas sobre como proceder para evitar a contaminação da criança.

Bebês recém-nascidos devem ficar perto de suas mães e devem ser amamentados na primeira hora após o parto.

A amamentação freqüente faz com que a mãe produza mais leite. Quase toda mãe é capaz de amamentar com sucesso.

O aleitamento materno protege bebês e crianças pequenas de doenças perigosas. Também é responsável por criar um laço entre mãe e filho.

A partir dos seis meses, os bebês precisam de uma alimentação variada, mas o aleitamento materno deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

A mulher que trabalha fora pode amamentar, se o fizer sempre que estiver com o bebê.

FONTE: UNICEF