Alimentação Infantil
A família exerce um papel fundamental na alimentação infantil e em seu processo de desenvolvimento psicológico.
Atitudes superprotetoras, disciplina excessiva, abandono, desprezo, ciúmes, patologias infecciosas e muitos outros fatores podem levar a criança a comportamentos de risco em relação à alimentação.
Ao analizar uma criança que não come, deve-se levar em consideração suas necessidades metabólicas e sua sensação de fome e saciedade. Se a criança não se alimenta do jeito que a mãe julga necessário de forma quantitativa e qualitativa, a sua interpretação é de que esta não come direito. Cria-se assim um mecanismo de desajustes na relação familiar.
Para a criança, a alimentação é o momento de contato afetivo e vínculo com a mãe. Se não for criada uma boa relação alimentar, a relação mãe-filho pode ser prejudicada e a criança passa a não comer para chamar a atenção ou impor sua vontade.
Dicas para uma alimentação mais feliz
Não se deve forçar a criança a comer o que ela não gosta. Em caso de recusa, interromper a refeição, mais tarde torne a oferecê-la.
Os pais devem servir de modelo, por isso, sua dieta, se estiver incorreta, deve ser modificada para que a criança apreciar os alimentos.
Evitar das lanches como hambúrguer, refrigerantes, biscoitos… antes das refeições.
Evite juntar sensações associadas ao ato da alimentação, por exemplo: contar histórias, ligar a televisão.
Mostrar interesse com o ato de alimentar, sem demonstrar preocupação pela quantidade do alimento ingerido.
Não fazer comparações com outros irmãos ou amigos.
O ambiente em que é servida a refeição deve ser calmo, isolado das áreas de maior ativade doméstica.
Evitar oferecer alimentos gordurosos e com alto teor de hidrato de carbono, porque provocará uma saciedade precoce e o esvaziamento gástrico será mais lento.
Não usar tônicos para estimular o apetite.
Verificar a vigência de qualquer processo infeccioso, por menor que seja.
Não dar medicamentos de sabor desagradável durante as refeições.
Recuperar o prazer da alimentação através de um cardápio especial, fazendo pratos bem coloridos e atraentes.
Não forçar a criança come mais do que ela consegue. Em geral as mães nunca estão satisfeitas com a quantidade que os filhos comem.
O amor e a compreensão são os melhores remédios para reverter o quadro de anorexia comportamental.
Uma alimentação balanceada é essencial para a saúde por acelerar o processo de recuperação da criança e até reduzir o número de doenças.
Anorexia começa na primeira infância
Crianças de seis anos podem vir a ser vítimas da doença.
A insatisfação com o corpo começa na infância. Um estudo feito na Austrália revela que raparigas com apenas seis anos já têm indícios de poder vir a sofrer de anorexia.
Meninas com apenas seis anos de idade dizem-se insatisfeitas com o próprio corpo e que gostariam de ser mais magras, segundo um artigo publicado na Revista Britânica de Desenvolvimento Psicológico.
Uma equipa de cientistas da Universidade de Flinders, na Austrália, entrevistou mais de 80 meninas, com idades entre cinco e os oito anos. O estudo apontou que 47 por cento delas gostariam de ser mais magras, e que a maioria das raparigas acredita no facto de que ser mais elegante as pode tornar mais populares.
A Associação Britânica de Distúrbios Alimentares já tinha alertado para a existência de casos de anorexia registados em crianças pequenas, ou seja, com menos de oito anos.
Por causa da idade das meninas entrevistadas, os cientistas investigavam se elas sabiam da relação entre a imagem corporal e o facto de ser alvos de piadas ou provocações, sem enfatizar, porém, as experiências pessoais.
As crianças também tiveram de responder a um questionário sobre o que acham do nível de insatisfação com o próprio corpo, entre as amigas da mesma idade, além de contar o quanto esse assunto é discutido entre elas. Os cientistas também perguntaram sobre o que sabiam sobre dietas.
Cerca de 45 por cento disse que faria dieta se engordasse, principalmente entre as crianças mais velhas do grupo. E muitas mostraram acreditar que ser magra pode torná-las mais queridas, mas muito poucas disseram conversar sobre o seu corpo com as amigas.
As meninas de cinco anos foram as que menos mostraram insatisfações com o próprio corpo. «Até ao momento, a maioria dos estudos concentravam-se na adolescência, já que essa é uma fase com mais probabilidades de insatisfação com o próprio corpo», explicou à BBC, a investigadora Hayley Dohnt, que liderou o estudo.
O que para a cientista é novo é o facto de crianças tão pequenas poderem também elas serem influenciadas pelas colegas de escola. «O maior acontecimento da vida de uma menina entre os cinco e os sete anos é a entrada na primeira classe da escola primária, altura em que começa a insatisfação com o próprio corpo».
Para a Associação Britânica de Distúrbios Alimentares, a baixa auto-estima é um dos principais desencadeadores de anorexia, sendo provocada principalmente por imagens publicitárias, pressão das amigas e situações familiares. Mas, segundo a entidade, a fase mais crítica para o aparecimento de distúrbios alimentares é entre os 13 e 15 anos.
Fonte:
MNI-Médicos Na Internet


