Consumo de álcool na infância e na adolescência

April 12, 2009 by danielle  
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Especialistas alertam: consumir bebida alcoólica em época de desenvolvimento pode levar a uma futura dependência e aumenta a chance de desenvolver doenças na vida adulta

Redação

Aceito pela sociedade, o consumo do álcool pode ter início na adolescência e até mesmo na infância. O perigo está no fato de que os pais não acreditam que oferecer um gole de vinho ou cerveja para uma criança seja prejudicial para a saúde.

No entanto, a grande ironia é que esses mesmo pais entram em pânico quando veem seu filho envolvido com maconha ou com outros entorpecentes. A banalização do consumo de uma substância psicoativa – seja ela cigarro, álcool, ou qualquer outra – pode levar a uma dependência futura.

“Quanto mais precoce o consumo, maior a probabilidade de dependência. Além disso, a ingestão destas substâncias na infância aumenta a chance de transtornos mentais no futuro, como depressão e esquizofrenia, entre outros”, explica Analice Gigliotti, cialis vs generic cialis psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Gigliotti explica que estudos mostram que o álcool é a primeira droga que se consome. Normalmente isso ocorre aos treze anos e os meninos bebem um pouco mais que as meninas.

Jorge (nome foi trocado), 58, hoje faz parte do Alcoólicos Anônimos (AA) e conta que começou a beber com três anos de idade. “Eu tinha vontade, e minha mãe misturava vinho ou pinga com açúcar pra me oferecer. Meu pai me levava ao bar, pois achava que desta forma me transformaria em um homem de verdade. Meu primeiro porre foi com treze anos de idade”.

O caminho de Jorge junto ao álcool foi longo e doloroso. Aos 20 anos ele consumia grandes quantidades de bebida e aos 40 começava às 5h30 da manhã e só parava de beber às 22h. Sua mulher faleceu e o taxista acabou nas ruas. Um dia foi resgatado por seu irmão e resolveu procurar tratamento. Hoje, ele acha que as consequências de ter começado a beber na infância foram as piores possíveis.

“Meus pais não sabiam dos riscos. Mas uma porcentagem da população simplesmente não pode beber, pois se tornará um alcoólatra. Hoje, faz 14 anos que não coloco um pingo de álcool na boca e consegui retomar minha vida”.

Primeiro porre

Segundo a psiquiatra, as mães devem evitar que o primeiro porre de seu filho aconteça. Para isso, é necessário diminuir a banalização do consumo de álcool entre os adolescentes. “A bebida nesta faixa etária não é só inadequada e perigosa, mas também ilícita”, explica Gigliotti, já que no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe oferecer qualquer substância que aja no cérebro da criança até ela completar dezoito anos de idade.

A conversa ainda é a melhor prevenção. Os adolescentes têm fácil acesso às bebidas, pois elas são baratas e não há fiscalização. Além disso, existe a pressão do grupo de amigos. Porém, o álcool é uma substância tóxica e seu efeito é potencializado em organismos mais jovens. Sem contar que ele é a causa de inúmeros acidentes e casos de violência.

Como tratar do assunto dentro de casa

- Explique para seu filho que o álcool é muito prejudicial para seu desenvolvimento;
- Proíba o consumo do álcool e deixe claro os limites. Neste caso, não deve Cialis pill whithout prescription existir discussão;
- Impeça que seu filho frequente locais onde não haja controle no consumo de álcool;
- Peça que as pessoas que frequentam sua casa não ofereçam bebidas para as crianças;
- Não dê festas em casa com bebidas alcoólica