DORMIR MUITO, DORMIR POUCO

April 17, 2009 by danielle  
Filed under Mensagens

Muitos pais se gabam de terem acostumado muito bem os filhos a dormir bem cedo, Cialis buy de modo a ficarem livres para saírem à noite.

A cama ideal é aquela onde as crianças podem movimentar- se livremente, diferente do berçoque possui uma forma de beleza e morbidez, diferente da cama dos adultos, feitas para as pessoas se estenderem e dormir comodamente.  O berço é uma gaiolade ferro na qual os pais fazem baixar a criança sobre um colchão forçosamente alto, de modo que os adultos consigam manipulá- lo sem incômodo de inclinar- se, onde o pequenino ficará abandonado e poderá chorar, mas não se machucará.

O ambiente é escurecido de forma que a luz, mesmo com o raiar do dia, não penetre para acordar a criança.

Uma primeira forma de auxílio à vida psíquica da criança éa reforma da cama e dos hábitos relativos ao prolongado sono induzido e não natural.  A criança deve ter o direito de dormir quando sente sono e levantar- se quando quiser.  Para isso, recomendamos - e muitas famílias já adotaram - a abolição do clássico berço infantil e sua substituição porum colchão bem baixo, quase rente ao chão, onde a criança possa deitar- se e levantar- se  à vontade.

A  cama pequena e baixa, quase rente ao chão, é econômica, como também todas as alterações que ajudam a vida psíquica da criança, pois ela necessita de coisas simples - e as poucas coisas que existem especialmente para elas são, na maior parte dos casos, complicadas quase a ponto dekhe dificultarem a vida. Essa forma foi efetuada por numerosas famílias que colocaram um colchão sobre o piso forrando com ampla coberta.  Então as crianças vão deitar- se espontaneamente a noite, alegres, e levantam- se de manhã sem acordar ninguém.  São exemplos que demonstram realmente a existência de um profundo engano nas normas impostas às crianças e que o adulto fatigado, e querendo fazer o bem à criança, age contra as necessidades dela, seguindo - talvez inconscientemente - seus instintos de defesa que poderiam ser facilmente superados.

Deste conjunto de fatos, resulta que o adulto deve procurar interpretar as necessidades da criança, afim de acompanhá- la e assisti- la com seus cuidados, preparando- lhe um ambiente adequado.  Só assim, é possível dar início a uma nova era na educação: a do auxílio à vida. E, só assim, poderá, afinal, encerrar- se a época em que osadultos consideravam a criança pequena um objeto quese apanha e se transporta para qualquer lugar e, depois de crescida, deve apenas obedecer online cialis e seguir os adultos.  É necessário que o adulto se convença a manter- se numa posição secundária e se esforce para compreender a criança, no intuito de tornar- se seu companheiro e auxiliar- lhe a vida.  Eis a orientação educativa no quese refere às mães e a todos os educadores que se aproximam da criança.  Se a personalidade da criança deve ser educada em seu desenvolvimento e ela é mais fraca, torna- se necessário que a personalidademais forte do adulto se faça passiva e, recebendo e seguindo a  orientação que a própria criança lhe oferece, considere uma honra poder compreendê- la e segui- la.

(Maria Montessori, A criança)