Enterobacter sakazakii em fórmulas infantis em pó e lactários de maternidade

April 13, 2009 by danielle  
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10/03/2009 - Fonte: Journal of Food Protection

Enterobacter sakazakii em fórmulas infantis em pó e lactários de maternidades de São Paulo, Brasil

Autores: Palcich, Gabriela1; de Moraes Gillio, Cintia1; Aragon-Alegro, Lina Casale1; Pagotto, Franco J.2; Farber, Jeffrey M.2; Landgraf, Mariza1; Destro, Maria Teresa1

Fonte: Journal of Food Protection®, Volume 72, Number 1, January 2009 , pp.37-42(6) Resumo: Este é o primeiro estudo realizado no Brasil para avaliar a presença de Enterobacter sakazakii nas fórmulas infantis destinadas a crianças de 0 a 6 meses de idade e, também para examinar as condições de preparo dessas fórmulas infantis e serviços em três hospitais do Estado de São Paulo, Brasil.

Amostras de fórmula infantil em pó e reidratada, ambientes de lactários, água, mamadeiras e bicos, utensílios e mãos dos funcionários foram analisados e foram determinadas as populações de E. sakazakii e Enterobacteriaceae.

Todas as amostras de leite em pó para bebês adquiridas no comércio continham E sakazakii a <0,03 como o número mais provável (MPN-most probable number) a cada 100 gramas. Nas amostras hospitalares, E. sakazakii foi encontrada em uma lata ainda fechada de formula (0,3 MPN/100 g) e em resíduos de uma mamadeira no hospital A.

Todas as amostras de fórmula infantil compradas no varejo continham E. sakazakii em <0,03 número mais provável (MPN)/100g. Nas amostras hospitalares, a E. sakazakii foi também encontrado numa lata fechada (0.3 MPN/100 g) e nos resíduos de uma mamadeira no hospital A.

Todas as demais latas de fórmula do mesmo lote adquirido no varejo continham E. sakazakii em <0,03 MPN/100g. O patógeno também foi encontrado em uma esponja de limpeza no hospital B. As populações de Enterobacteriaceae variaram de 101 a 105 CFU/g nos utensílios de limpeza e <5 CFU/g em todos os tipos de fórmula (em pó ou reidratadas), exceto na amostra que continha E. sakazakii, que também estava contaminada com Enterobacteriaceae em 5 CFU/g.

Numa experiência em que formula reidratada foi usada como meio de crescimento, a temperatura foi a mesma da unidade de atendimento intensivo neonatal (25°C), e o período de incubação foi o tempo médio que a formula é deixada à temperatura ambiente enquanto os bebês são alimentados (até 4 horas), encontrou-se um aumento de 2-log nos níveis de E. sakazakii .

O exame visual das instalações revelou que as condições de higiene nos lactários precisavam de melhorias. O tempo que as fórmulas são deixadas à temperatura-ambiente nos diferentes hospitais, enquanto os bebês nas unidades de terapia intensiva são alimentados (até 4 horas) possibilita a multiplicação de E. sakazakii, podendo, então, levar a um aumento do risco à saúde dos bebês.

Amamentar é especial, amamente também mamãe!

November 27, 2008 by danielle  
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Muito se fala sobre os aspectos nutricionais dos alimentos na mídia. Nas prateleiras dos supermercados observamos óleos vegetais com ômega 3, alimentos isentos de colesterol, pobres em gorduras saturadas e assim por diante. O consumidor está ficando esclarecido e exigindo seus direitos.

Você sabe por que o leite materno é o alimento ideal para o seu bebê?
Porque é um alimento de grande complexidade biológica sem substituto equivalente.

A lactose, açúcar predominante no leite materno, e a presença de uma substância denominada Fator Bifidus favorecem o crescimento de Lactobacilus no intestino do bebê, que protegem contra o crescimento de germes patogênicos.

No leite materno existe um Fator de Crescimento responsável por acelerar o desenvolvimento das células intestinais do recém nascido. Este crescimento é importante para impedir a entrada de substâncias estranhas no organismo do bebê que possam desencadear processos alérgicos em fases posteriores de sua vida.

É importante salientar que outros leites, quando fornecidos aos bebês nos primeiros dias após o nascimento, podem intervir nos mecanismos protetores acima mencionados.

O leite materno é rico em proteínas de defesa imunológica e gordura ômega 3, importante no desenvolvimento do sistema nervoso central do recém nascido e na formação da retina ocular. O conteúdo desta gordura é quase quatro vezes maior no leite materno do que no leite de vaca.

A proteína do leite materno é de mais fácil digestão do que a do leite de vaca ou fórmulas.

Além das vantagens imediatas, o leite materno pode trazer benefícios por toda a vida. Seguem alguns:

  1. Crianças exclusivamente amamentadas por ao menos seis meses têm incidência diminuída de obesidade e hipertensão na adolescência;
  2. Crianças que recebem fórmulas infantis a base de leite de vaca antes dos dois meses de idade tem mais probabilidade de desenvolver diabetes;
  3. Crianças amamentadas exclusivamente têm menos infecções de ouvido do que as não amamentadas;
  4. A amamentação protege também contra diarréia e infecções das vias respiratórias da criança devido às características protetoras e imunológicas do leite materno citadas anteriormente;
  5. Crianças alimentadas ao seio apresentam melhor visão e desempenho em testes cognitivos quando amamentadas por períodos prolongados;
  6. Amamentar exclusivamente pode reduzir o risco de câncer de ovário e de mama que surgem antes da menopausa.

Além de suas vantagens nutricionais e de defesa, amamentar é prático, econômico e aumenta o vínculo entre a mãe e o filho.
Com tantas vantagens é possível não incentivar este consumo?
AMAMENTE E INCENTIVE A AMAMENTAÇÃO! VOCÊ ESTARÁ INCENTIVANDO A SAÚDE!

Relatora: Dra. Vera Lúcia Figueiredo Senise
Membro do Departamento de Neonatologia da SPSP; Chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital Ipiranga, da Secretaria de Estado da Saúde, SP
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