
Tabus e vergonha ainda impedem a denúncia do abuso sexual
O abuso sexual é cercado de tabus, de vergonha e de silêncio. Calam-se as meninas e meninos agredidos, suas famílias, professores que suspeitam de violência sexual, profissionais de saúde que atendem essas crianças em postos e ambulatórios, vizinhos e parentes. Esse silêncio, quando ocorre, ajuda a perpetuar o abuso e deixar ainda mais traumas na criança, evitando que ela seja ajudada. “É preciso denunciar, as pessoas não podem ficar caladas diante de tamanha brutalidade. Essas crianças estão tendo sua infância roubada, suas vidas invadidas e nada pode ser pior cialis free offer que isso”, alerta a coordenadora do Sentinela, Lorena Ribas Hernandez. O Sentinela é destinado ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência e abuso sexual.
“Muitos abusadores acham que a criança vai crescer e esquecer o que aconteceu. No entanto, se ela não for tratada nunca vai ter uma vida sexual saudável e, na maior parte dos casos, passa a ser um agressor também”, salienta. É muito difícil traçar o perfil de um abusador, mas, na maioria da vezes, segundo especialistas e estudiosos do assunto, são pessoas que também sofreram algum tipo de abuso na infância.
“O abuso existe desde que o mundo é mundo, mas, agora, mais do que nunca, precisa ser denunciado”, frisa. Conforme Lorena, em Joinville, os profissionais da saúde e da educação estão começando a compreender que não podem ficar calados diante de uma suspeita. “Depois das mães, são os professores que têm o maior vínculo com a criança e, às vezes, é para eles que a crianças resolvem contar ou apenas dar sinais de que algo está errado. E o professor tem o dever de fazer a denúncia”, diz.
A psicóloga Maria Inês Ribeiro, que também faz parte da equipe do Sentinela, lembra que é preciso orientar os filhos desde cedo sobre as questões que envolvem a sexualidade, evitando a erotização precoce. “Quando duas crianças da mesma idade estão descobrindo o próprio corpo, não é nada de anormal. Uma conversa amiga, e tudo está resolvido. Anormal é alguém mais velho usar da inocência de um pequeno para obter prazer”, argumenta.
Sistema ineficaz dificulta combate
Um dos problemas que acaba dificultando o enfrentamento do abuso sexual no País é a falta de um sistema eficaz de registro, encaminhamento e acompanhamento de denúncias. De acordo com a coordenadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, os casos não são totalmente conhecidos e nem contabilizados pelo governo. Além disso, o trabalho dos conselhos tutelares, delegacias especializadas, hospitais e varas da infância e juventude é desarticulado.
“Não há registros de quantos casos deixam de ser notificados por desconhecimento da lei, por exemplo, e nem daqueles que são registrados, mas não foram solucionados”, afirma. Uma pesquisa feita com crianças e adolescentes vítimas de violência sexual atendidas no hospital infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que os profissionais que trabalham nas emergências e ambulatórios não são especializados e, por isso, não atendem aos pacientes da forma adequada.
A autora do estudo, Ana Lúcia Ferreira concluiu que o ideal seria que o primeiro atendimento fosse prestado por um pediatra, enfermeiro, assistente social ou psicólogo bem treinado. “Algumas crianças só contam o que ocorreu na primeira vez em que é perguntada, depois, se retrai. Daí a importância de ser um profissional preparado para essa situação”, disse Ana Lúcia. “Tem muito gente que recebe o atendimento ambulatorial e nunca mais volta”, lamenta. Ana Lúcia também é pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)(GR)
Ameaça impede ação de vítima
Mudanças de comportamento podem indicar abuso
Paula (nome fictício) phentermine online without a prescription tinha apenas oito anos quando os abusos começaram. O pai iniciou o assédio progressivamente. Primeiro com carícias no corpo da menina, depois, exposição de revistas pornográficas, manipulação e exposição dos órgãos genitais. Com o tempo, a menina foi obrigada a praticar sexo oral com o pai, até chegar ao estupro. O tempo todo, os abusos eram acompanhados de ameaças de espancamento e morte, dirigidas à mãe de Paula.
Durante dois anos, Paula sofreu calada, num mundo de medo e pavor. Como a mãe trabalhava o dia todo e freqüentava a igreja à noite, era o pai, afastado do trabalho por invalidez, que tomava conta dos filhos e da casa. Neste período, a menina apresentou distúrbios de comportamento e problemas de saúde que levaram á internação hospitalar. Os sintomas, no entanto, não eram entendidos pela mãe, que pouco participava do dia-a-dia da família.
No momento em que Paula juntou forças para contar o que estava acontecendo, a mãe foi logo buscar ajuda profissional. Assim que foi registrado o boletim de ocorrência, o pai fugiu de casa, enquanto mãe e filhos iniciaram um tratamento psicológico. Depois da separação oficial do casal, nas visitas que o pai fazia aos filhos com autorização judicial, ele apresentava um comportamento exemplar, tanto que ele e a mulher chegaram a planejar morar juntos novamente. Embora primeira sentença da Vara Criminal ter apontado o réu como culpado, ele resolveu recorrer em 2ª instância e continua mantendo sua autoridade de pai e de homem com a mulher e os filhos.
Essa história de brutalidade é real e ainda não teve um fim. O que está sendo estudado pela Vara da Infância e Juventude é a destituição do pátrio poder do pai em relação a Paula, o que deve afastar a menina também da família. Histórias como essa se repetem com uma freqüência maior do que se imagina em muitos lares joinvilenses. Atualmente, o Programa Sentinela atende cerca de 80 crianças e adolescentes de dois a 18 anos, que viveram situações semelhantes. E, pasmem, 91,8% dos abusos são cometidos por pessoas próximas da vítima. São pais, padrastos, avôs, tios, primos, irmãos, babás. (Genara Rigotti)
FONTE: AN CIDADE
1. DIREITO DE TER UMA MÃE
O instinto materno vem sofrendo mudanças na vida moderna, mãe é mãe e o bebê precisa dela, de seus braços, do aconchego, do seu leite, seus cuidados, sua voz. Mas mãe é mãe, sem hesitação, sem se sentir obrigada, sem ser sacrificada. A essência da maternidade é sua criatividade instintiva para estabelecer uma relação positiva com o bebê. O bebê humano, para alcançar suas amplas potencialidades, leva algum tempo para amadurecer. Para isso, ele necessita de boas condições indispensáveis e oxigenação constante e adequada e de cuidados maternos, que lhe proporcionam um bom desenvolvimento psicomotor.
O crescimento cerebral é intenso e acelerado - mas ao nascer a matéria cinzenta é incompleta, as células ainda não estão prontas. O recém- nascido é um ser indefeso e só funciona por meio da mãe, da qual não pode separar- se. O vínculo que se desnvolve entre ele e a mãe é que lhe confere o amadurecimento do sistema nervoso.
2. DIREITO A UMA BOA OXIGENAÇÃO
O bebê precisa ” aprender” a respirar - sua primeira respiração é o choro do nascimento. Depois que ele expele os líquidos do pulmão, ele começa a buscar oxigênio, ainda com a respiração superficial e rápida. O diafragma começa aprender a levar ar para os pulmões. Como é que o bebê começa a respirar? Pelo toque materno, a cada vez que é manuseado pela mãe, ele respira mais profundamente nos primeiros dias, nesse contato corpo a corpo com ela, ele vai acompanhando o ritmo de sua respiração. É por isso que ele não pode ficar ” hibernando”. Ele precisa ser tocado, manuseado. Passar a mão na cabeça, acarinha- lo, balançá- lo gentilmente, dar o peito tudo isso o ajuda a respirar melhor. Ele não precisa ficar chorando para respirar melhor - precisa é de ” maternagem “, que coloca em ação certos reflexos nervosos que lhe asseguram uma boa respiração. A oxigenação adequada é um dos fatores responsáveis pelo rápido desenvolvimento cerebral. Respirar bem é um dos principais fatores para uma boa forma física e mental para toda vida.
3. DIREITO AO COMPORTAMENTO INSTINTIVO
O bebê apresenta movimentos e reflexos involuntários, considerados ” sem propósito”, mas que têm grande influência na circulação.
Ainda no útero, os movimentos fetaisaumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro e demais tecidos do bebê.
Os ” espantos “, viradas bruscas da cabeça e do corpo têm a finalidade de expandir os capilares e levar mais sangue para os pulmões e o cérebro.
É por isso que, quando os movimentos de um bebê são tolhidos por luvas e macacões constritores par impedir a sucção dos dedos, provoca reações de pânico como se a respiração estivesse faltando. É evidente que a livre movimentação dos músculos é necessária para saúde e bem- estar do bebê.
Os bebês não pensam para agir - seu comportamento é todo instintivo, com reação aos estímulos e toques que determinam o estabelecimento do princípio do prazer- dor- prazer e servem ao sentimento de ter um self.
Enquanto seu amadurecimento não acontece, a mãe tem que pensar por ele, mas com a devida sabedoria para que não se aplique em tornar mais inútil a tarefa deexigir dele níveis mais altos de compreensão.
Mesmo pessoas inteligentes caem na cilada de deixar o bebê chorando ” para aprender”- e mesmo esperar o alimento!
As necessidades do bebê exigem atendimento rápido - somente pelo segundo ano a criança estará pronta para aprender o que lhe convém.
Bebês entregues a si mesmos desenvolvem atitudes autistas de desamparo e sucção deseperada dos dedos.
Há mães que rejeitam os comportamentos preventivos dos bebês, cujas características são exclusivamente biológicas, ligadas a sucção e eliminação do alimento e à respiração, enquanto cérebro desenvolve o bebê cresce. Posturas rígidas, horários certos e controle de fraldas nessa idade precoce são modos ridículos de afrontar a natureza.
4. DIREITO AO SONO
Nos primeiros três meses, o bebê não tem o sono naturalizado - fica numa espécie de torpor enquanto certas funções inernas se organizam.
O sono profundo e regular só acontece pelo fim do terceiro mês. Até lá, o bebê deve ser tirado do seu torpor a intervalos frequentes e levado ao seio. Essas medidas são altamente positivas quanto à oxigenação do cérebro, que se ativa a cada movimentação do corpo e a cada mamada. Tentar ” ensinar” o controle de fraldas precocemente a um bebê é uma atitude rídicula que afronta a natureza.
Deve- se também lembrar que a finalidade de embalar e ninar o bebê lhe confere estímulos sensoriais necessários ao tônus muscular quando se canta ( acalanto).
O sentido biológico do acalanto é que o cérebro está “dormindo sossegado” e que a mamãe está cuidando do soninho.
5. SENTIR E SER TOCADO
A reação dos bebês ao comportamento corporal traduz- se em crises de choro, hábito desesperado de chupar os dedos, outros regurgitam ou entram em estado de inanição ou até em choque.
Quanto mais tiver seus movimentos tolhidos ou se estiver sofrendo de asfixia neonatal, mais seu desenvolvimento se tornará negativo. Os impulsos funcionais são inicialmente muito difusos para se organizarem, precisam de toque e satisfação oral.
O choro nas primeiras semanas tem a finalidade de exercitar a respiração, mas, subsequentemente, se o bebê não é confortado e acalantado, o choro pode persistir como hábito. Além disso, o bebê pode passar a bater a cabeça no berço ou assumir ares de alheamento com o olhar vago e perdido, adquirir hábitos auto- críticos ou retardar a fala.
Quando o vínculo mãe- filho é completo, o desenvolvimento manual flui de maneira integrada. Quem quiser conferir a diferença, é só observar crianças neglignciadas e criadas sem mãe.
6. DIREITO DE TER UM PAi
Embora o papel da mãe junto ao bebê ocupe o primeiro plano, usa cialis o papel do pai não pode ser negligenciado, sob pena de deixar um vácuo na criança. Para ela, uma das experiência mais fortes é sentir que há dois tipos de pessoas no mundo, diferentes nas qualidades e na aparência, e que são complementares e a cujos cuidados o bebê tem direito.
A presença paterna, mesmo que somente por uma hora pela manhã e/ ou a noite, contribui mensuravelmente para o bem- estar da criança e reduz o apego exagerado à mãe, estabelecendo o papel de terceira pessoa na relação exclusiva.
Esse cuidado começa no acompanhamento obstétrico e continua com o pai ajudando a cuidar do bebê.
O vínculo entre seus pais fortalece o tônus emocinal dos bebês, eles não “pensam”, sentem!
Crianças tristonhas, ou com retardo motor ou da fala se beneficiam com a presença do pai e em poder brincar com ele.
7. Cheap Viagra pills DIREITO AO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL
A expressão das emoções começa por volta do quarto mês - os olhos do bebê focam- se na mãe, ele sorri em sua presença, todo seu sistema motor se mobiliza em antecipação.
Se a mãe desaparece de repente ou fica pouco com ele, ele chora. Além de ser sua fonte de toque e conforto, de estimular sua respiração e lhe dar alimento, ela se torna o “abre-te, Sésamo” para sentimentos de bem- estar e satisfação, ou de tensão e desapontamento.
Seus olhos e ouvidos aguçam- se como receptores, e ele se torna capaz de receber o estímulo emocional da presença da mãe e / ou do pai.
O que mais impressiona são a presença e a voz da mãe, assim ele se alimenta e dorme em seguida, confortavelmente satisfeito com a certeza de ter a mãe ao lado.
A partir dos seis meses, quando está mais apto a sentar e buscar objetos, ele tolera melhor breves períodos de ficar sozinho, sem se sentir abandonado, como também ligar- se a outras figuras da casa.
Desconheendo isso, mesmo mães preparadas, não se dão conta da fase emocional do bebê. Geralmente, ela tem que voltar ao trabalho no terceiro ou quarto mês sem ter tomado providências sobre sua substituta - seja a mãe uma doméstica, uma artista ou uma executiva.
Isso as leva a racear um vínculo muito forte e a ” manha”, mas é justamente o calor do vínculo que vai possibilitar ao bebê aceitar bem a separação. O conceito espartano de deixar o bebê se virar não cabe nessa idade.
As crises de birra não podem ser vistas simplesmente como “gênio forte”, mas são manifestações de hiperextensão necessárias ao estabelecimento do tônus muscular que vai permitir ao bebê sentar- se e andar, isso fica evidente quando esperneia, sinalizando que os músculos querem agir.
E o medo? Há dois tipos de medo: a ansiedade inata ( angústia de nascer) e o medo dirigido àquilo que seja ameaçador ao corpo, principalmente a perda da mãe - esse desconforto se associa as suas necessidades biológicas, fome, dificuldade para respirar e solidão.
Outro dos primeiros medos é o medo do escuro, que o priva de ver a mãe e do estímulo positivo que a luz oferece. O escuro aumenta o sentimento de solidão. Ele só se assusta com barulhos e desconfortos corporais.
Uma mãe substituta pode, progressivamente, captar o olhar do bebê e seu sorriso lhe dirá que ele a reconhece.
As emoções são parte do nosso equipamento existencial e tem valor de sobrevivência. São elas que nos permitem amar, lutar ou fugir - ou pelo menos pensar.
Dra. Relva
Do livro PEDIATRIA RADICAL
Os efeitos do castigo físico e humilhante não podem ser generalizados para todas as crianças, pois dependem da experiência de vida de cada um e da configuração familiar em que a criança encontra-se inserida. Entretanto, uma conseqüência direta do uso do castigo físico é o aprendizado, por parte da criança, de que a violência é uma maneira plausível e aceitável de se solucionar conflitos e diferenças, principalmente quando você está em uma posição de vantagem frente ao outro, principalmente física (como no caso do adulto frente à criança). E este aprendizado é transportado para outras relações da criança, como para a sua relação com um irmão mais novo, por exemplo. Também percebemos que, em muitos casos em que a
on line pharmacy alt=”" width=”150″ height=”168″ /> criança sofre com castigos físicos e violências psicológicas freqüentes, ela pode apresentar um perfil retraído, introvertido. Se a criança não tiver uma rede de apoio forte (outros parentes ou outras pessoas que lhe sejam significativas e que lhe tratem de maneira diferente), a sua auto-estima fica tão comprometida que vemos como consequências a insegurança, o medo, a timidez, discount acomplia a passividade e a submissão.
Muitas vezes, a violência física e/ou psicológica acaba acontecendo num rompante, e não por metodologia. Nestes momentos os pais podem sentar com seus filhos e serem sinceros com eles, explicando que perderam o controle e que se arrependem por isso. Este tipo de atitude é um ótimo exemplo de humildade e de respeito para com o outro. Ao sentarem para conversar com seus filhos, os pais darão o exemplo de que pedir desculpas não é algo do qual a criança deva se envergonhar e de que errar é humano, que nem sempre eles, pais, irão acertar em tudo, apesar sempre desejarem o melhor para seus filhos. Além disso, este é um ótimo momento para ouvir a própria criança e procurar, juntamente com ela, estabelecer as “regras” de convivência para todos dentro de casa. Por exemplo, o pai ou a mãe podem identificar que não agiram da melhor forma porque foi justamente no momento em que chegavam estressados do trabalho. Junto com a criança, eles podem conversar com ela e estabelecerem juntos que, quando isto acontecer, eles precisarão de um tempinho para respirarem fundo, relaxarem e, então, darem a atenção de qualidade que a criança merece.