O PREÇO DO SILÊNCIO

March 17, 2009 by danielle  
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Tabus e vergonha ainda impedem a denúncia do abuso sexual

O abuso sexual é cercado de tabus, de vergonha e de silêncio. Calam-se as meninas e meninos agredidos, suas famílias, professores que suspeitam de violência sexual, profissionais de saúde que atendem essas crianças em postos e ambulatórios, vizinhos e parentes. Esse silêncio, quando ocorre, ajuda a perpetuar o abuso e deixar ainda mais traumas na criança, evitando que ela seja ajudada. “É preciso denunciar, as pessoas não podem ficar caladas diante de tamanha brutalidade. Essas crianças estão tendo sua infância roubada, suas vidas invadidas e nada pode ser pior cialis free offer que isso”, alerta a coordenadora do Sentinela, Lorena Ribas Hernandez. O Sentinela é destinado ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência e abuso sexual.
“Muitos abusadores acham que a criança vai crescer e esquecer o que aconteceu. No entanto, se ela não for tratada nunca vai ter uma vida sexual saudável e, na maior parte dos casos, passa a ser um agressor também”, salienta. É muito difícil traçar o perfil de um abusador, mas, na maioria da vezes, segundo especialistas e estudiosos do assunto, são pessoas que também sofreram algum tipo de abuso na infância.
“O abuso existe desde que o mundo é mundo, mas, agora, mais do que nunca, precisa ser denunciado”, frisa. Conforme Lorena, em Joinville, os profissionais da saúde e da educação estão começando a compreender que não podem ficar calados diante de uma suspeita. “Depois das mães, são os professores que têm o maior vínculo com a criança e, às vezes, é para eles que a crianças resolvem contar ou apenas dar sinais de que algo está errado. E o professor tem o dever de fazer a denúncia”, diz.
A psicóloga Maria Inês Ribeiro, que também faz parte da equipe do Sentinela, lembra que é preciso orientar os filhos desde cedo sobre as questões que envolvem a sexualidade, evitando a erotização precoce. “Quando duas crianças da mesma idade estão descobrindo o próprio corpo, não é nada de anormal. Uma conversa amiga, e tudo está resolvido. Anormal é alguém mais velho usar da inocência de um pequeno para obter prazer”, argumenta.

Sistema ineficaz dificulta combate

Um dos problemas que acaba dificultando o enfrentamento do abuso sexual no País é a falta de um sistema eficaz de registro, encaminhamento e acompanhamento de denúncias. De acordo com a coordenadora do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Neide Castanha, os casos não são totalmente conhecidos e nem contabilizados pelo governo. Além disso, o trabalho dos conselhos tutelares, delegacias especializadas, hospitais e varas da infância e juventude é desarticulado.
“Não há registros de quantos casos deixam de ser notificados por desconhecimento da lei, por exemplo, e nem daqueles que são registrados, mas não foram solucionados”, afirma. Uma pesquisa feita com crianças e adolescentes vítimas de violência sexual atendidas no hospital infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que os profissionais que trabalham nas emergências e ambulatórios não são especializados e, por isso, não atendem aos pacientes da forma adequada.
A autora do estudo, Ana Lúcia Ferreira concluiu que o ideal seria que o primeiro atendimento fosse prestado por um pediatra, enfermeiro, assistente social ou psicólogo bem treinado. “Algumas crianças só contam o que ocorreu na primeira vez em que é perguntada, depois, se retrai. Daí a importância de ser um profissional preparado para essa situação”, disse Ana Lúcia. “Tem muito gente que recebe o atendimento ambulatorial e nunca mais volta”, lamenta. Ana Lúcia também é pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)(GR)

Ameaça impede ação de vítima

Mudanças de comportamento podem indicar abuso

Paula (nome fictício) phentermine online without a prescription tinha apenas oito anos quando os abusos começaram. O pai iniciou o assédio progressivamente. Primeiro com carícias no corpo da menina, depois, exposição de revistas pornográficas, manipulação e exposição dos órgãos genitais. Com o tempo, a menina foi obrigada a praticar sexo oral com o pai, até chegar ao estupro. O tempo todo, os abusos eram acompanhados de ameaças de espancamento e morte, dirigidas à mãe de Paula.
Durante dois anos, Paula sofreu calada, num mundo de medo e pavor. Como a mãe trabalhava o dia todo e freqüentava a igreja à noite, era o pai, afastado do trabalho por invalidez, que tomava conta dos filhos e da casa. Neste período, a menina apresentou distúrbios de comportamento e problemas de saúde que levaram á internação hospitalar. Os sintomas, no entanto, não eram entendidos pela mãe, que pouco participava do dia-a-dia da família.
No momento em que Paula juntou forças para contar o que estava acontecendo, a mãe foi logo buscar ajuda profissional. Assim que foi registrado o boletim de ocorrência, o pai fugiu de casa, enquanto mãe e filhos iniciaram um tratamento psicológico. Depois da separação oficial do casal, nas visitas que o pai fazia aos filhos com autorização judicial, ele apresentava um comportamento exemplar, tanto que ele e a mulher chegaram a planejar morar juntos novamente. Embora primeira sentença da Vara Criminal ter apontado o réu como culpado, ele resolveu recorrer em 2ª instância e continua mantendo sua autoridade de pai e de homem com a mulher e os filhos.
Essa história de brutalidade é real e ainda não teve um fim. O que está sendo estudado pela Vara da Infância e Juventude é a destituição do pátrio poder do pai em relação a Paula, o que deve afastar a menina também da família. Histórias como essa se repetem com uma freqüência maior do que se imagina em muitos lares joinvilenses. Atualmente, o Programa Sentinela atende cerca de 80 crianças e adolescentes de dois a 18 anos, que viveram situações semelhantes. E, pasmem, 91,8% dos abusos são cometidos por pessoas próximas da vítima. São pais, padrastos, avôs, tios, primos, irmãos, babás. (Genara Rigotti)

FONTE: AN CIDADE

SILÊNCIO

November 18, 2008 by danielle  
Filed under Diversos, aleitamento

“Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você veio. Ainda bem! Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo, mas não tente negar: você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu
trocar a minha fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós dois juntinhos.
Estava legal e eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos, meia hora.

Mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo.

Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.

Os adultos tem hora certa para tudo mas eu ainda não entendi essas de relógio e tarefas estafantes que as pessoas grandes precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus
três meses ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra.
Um dia, eu vou sair por aí, vou saber telefonar e posso lhe deixar doida para saber o que ando fazendo e então você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra mamãe. Até lá já poderemos nos entender inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois terminei de viver uma das grandes. Você também, mas vive tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente.purchase acomplia rimonabant 9pt; font-family: Verdana; color: black;”>Por enquanto nossa comunicação direta fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo para mim. Você pode até achar que não sabe nada e que tudo é novo para você, mas eu vou aprender o que você me ensinar através da sua sensibilidade, dos seus sentimentos em relação a mim.

Sabe, mamãe, se você quer um conselho, vou dar: quando eu chorar à noite, não salta logo para meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar. Espere um pouquinho, respire profundamente, ouça o meu choro pharmacies online até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebês, somos muito sensíveis aos sentimentos dos adultos, especialmente os da mamãe. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.

Conforme você for desenvolvendo sua paciência mamãe, eu estarei desenvolvendo
minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamãe/bebê, que um dia passam, como tudo na vida.
Sempre seu,
Gu-gu dá-dá!

Texto de Cláudia Rodrigues, jornalista e educadora somática

UNICEF lança ação de mobilização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes

November 14, 2008 by danielle  
Filed under Diversos

“Rompa o Silêncio!” incentiva as pessoas a apoiar medidas de combate a essa prática e a denunciar casos de violação

Brasília, 23 de outubro –  O Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) lança hoje uma ação de mobilização para colher acomplia diet pills assinaturas de pessoas que desejam contribuir com os esforços de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

A ação intitulada “Rompa o Silêncio!” tem como objetivo incentivar as pessoas a apoiar medidas de combate a essa prática e a denunciar casos de violação.

As pessoas interessadas podem incluir seu nome no abaixo-assinado on-line.
http://www.euapoiounicef.com.br/index.aspx

Além de deixar sua assinatura, o internauta poderá ser um agente multiplicador da ação ao convidar, por meio do site, outras pessoas para que cheap prescription drugs participem da iniciativa.

As assinaturas farão parte de um documento que será entregue às autoridades presentes no III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O evento será realizado entre os dias 25 e 28 de novembro no Rio de Janeiro. No congresso, espera-se a participação de três mil delegados, representando 150 países.

“Rompa o Silêncio!” é uma contribuição do UNICEF para a divulgação do tema no País antes da realização do Congresso Mundial. A agência da ONU pretende, dessa forma, ajudar a engajar a sociedade brasileira na luta contra a exploração sexual de meninas e meninos.

O UNICEF é um dos coordenadores do evento juntamente com o governo brasileiro (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das Relações Exteriores).

Também participam da coordenação do congresso a Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (ECPAT) e o Grupo de ONGs para a Convenção sobre os Direitos da Criança (NGO Group for the CRC).

Mais informações:
Assessoria de Comunicação do UNICEF

Estela Caparelli
Telefone: (61) 3035 1963
E-mail: mecaparelli@unicef.org

Alexandre Magno Amorim
Telefone: (61) 3035 1947
E-mail: amorim@unicef.org

Pedro Ivo Alcantara
Telefone: (61) 3035 1983
E-mail: pialcantara@unicef.org

Fonte: http://www.unicef.org/brazil